Geração Z com iPhone impulsiona busca em redes sociais, mas Google segue líder na decisão de compra
Estudo mostra que jovens pesquisam mais no Instagram e no TikTok, enquanto gerações com maior poder de compra ainda concentram a conversão no Google
Entre jovens com iPhone, fragmentação da busca para redes sociais é quase o dobro da média nacional
Geração Z reúne maior uso de iPhone (21%) e maior afinidade com Instagram e TikTok como ambientes de pesquisa antes da compra
Entre os brasileiros de 18 a 29 anos, o uso de iPhone para pesquisar produtos e serviços chega a 21% – quase o dobro da média nacional, de 12%. É justamente nesse grupo, mostra o estudo “O Mapa da Busca no Brasil 2026”, da Optimiza Marketing, que a fragmentação da busca para redes sociais aparece com mais força.
O Google mantém liderança folgada entre todas as faixas etárias ouvidas pela pesquisa, mas a Geração Z é a que mais recorre a redes sociais como ponto de partida da jornada. Uma explicação possível, segundo a análise do estudo, está na própria configuração de hardware: essa geração vive um cenário de menor presença do Google pré-instalado na tela inicial, o que facilita a adoção de outros pontos de entrada.
Apesar dessa afinidade, o estudo destaca que são as gerações Y (Millennials) e X, hoje detentoras da maior fatia de renda e poder de decisão econômica do país, que afirmam usar majoritariamente o Google. Na leitura do próprio relatório, “o TikTok pode ter a atenção, mas o Google segura a transação”.
“O erro mais comum que eu vejo é a marca tratar isso como uma escolha: ‘ou eu invisto em Google, ou eu invisto em rede social para chegar na Geração Z’. Não é isso. São dois investimentos com retornos diferentes e complementares: um constrói presença e desejo, o outro captura a decisão de quem já está pronto para comprar. Cortar um dos dois para reforçar o outro é abrir mão de metade da jornada.” Comenta Júlia, fundadora da Optimiza.
Para marcas voltadas ao público jovem, o recado é claro: a atenção da Geração Z pode estar nas redes sociais, mas a conversão de maior valor no Brasil ainda está concentrada nas gerações que recorrem ao Google, o que exige presença coordenada nos dois ambientes, não a escolha de um só.
Por Júlia Neves
fundadora da Optimiza, especialista em SEO e GEO, professora na ESPM e referência no setor
Artigo de opinião



