Férias escolares elevam risco de intoxicação infantil

Pediatra alerta para erros comuns com remédios em casa e nas viagens, como dose pela idade e armazenamento fora de segurança.

Com mais tempo em casa e viagens em família, as férias escolares pedem atenção redobrada com um risco que muita gente subestima: a intoxicação por medicamentos em crianças. Segundo o pediatra da Unimed Goiânia, Dr. Luiz Torres, acidentes desse tipo podem acontecer tanto por armazenamento inadequado quanto por uso incorreto de doses, especialmente quando a criança fica sob os cuidados de outras pessoas.

Os erros mais comuns dentro de casa

O primeiro cuidado é simples, mas decisivo: remédios devem ficar sempre trancados e fora do alcance das crianças. De acordo com o médico, esse é um dos principais passos para evitar intoxicações acidentais. Outro erro frequente é seguir orientações de parentes ou amigos, sem considerar a prescrição do pediatra.

O especialista também chama atenção para uma prática comum e perigosa: calcular a dose apenas pela idade. A dosagem pediátrica, explica ele, é definida com base no peso da criança. Por isso, usar a quantidade “que deu certo” para outra criança ou repetir um remédio antigo sem orientação pode colocar a saúde em risco.

Quando desconfiar de intoxicação

Nem sempre os sinais aparecem de forma imediata, mas alguns sintomas merecem atenção, como tosse, falta de ar, vômitos, manchas na pele e inchaço. O pediatra orienta que febre persistente, dores intensas, diarreia e dificuldade para respirar exigem contato imediato com o pediatra ou atendimento em pronto-socorro.

O alerta vale ainda mais no período de férias, quando a criança pode estar com familiares que não conhecem seu histórico de saúde ou medicamentos de uso contínuo. Nessa rotina diferente, a supervisão precisa ser ainda mais cuidadosa.

O que pode ir na farmácia de viagem

Para quem vai viajar com crianças, a recomendação é montar uma farmácia básica apenas com medicamentos previamente orientados pelo pediatra. Segundo Dr. Luiz Torres, podem entrar itens de uso contínuo e remédios para febre, dor, alergia, vômito e diarreia, sempre com prescrição médica.

O médico também reforça que medicamentos indicados para outra criança, reaproveitamento de sobras e automedicação podem mascarar sintomas importantes e atrasar o diagnóstico de doenças mais sérias. Na prática, a regra é clara: remédio infantil precisa de orientação, dose correta e armazenamento seguro.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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