Férias cansativas? Pode ser mente acelerada

Psicólogo aponta sinais da Síndrome do Pensamento Acelerado e recomenda pausas reais, menos telas e mais desaceleração nas férias.

Para muitas pessoas, as férias deveriam ser sinônimo de pausa. Mas, quando o corpo para e a mente continua em ritmo acelerado, o descanso vira frustração. Segundo o professor de Psicologia da Faculdade Santa Marcelina, Fernando Diogo Padovan, esse quadro pode estar relacionado à Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA), condição marcada por excesso de pensamentos, dificuldade de concentração, insônia e esgotamento mental.

Quando a folga não desliga a mente

O alerta faz sentido especialmente para quem termina o recesso mais cansada do que quando começou. De acordo com Padovan, a falta de repouso real mantém a mente presa ao mesmo padrão de alerta do dia a dia, alimentado por preocupações constantes, excesso de estímulos e uso intenso de tecnologia.

Na prática, isso ajuda a explicar por que algumas férias parecem “cheias de compromissos” e pouco restauradoras. Em vez de recuperar energia, a pessoa segue irritada, com sono ruim e dificuldade para aproveitar momentos simples de lazer.

Os sinais que merecem atenção

Entre os indícios de férias não reparadoras, estão:

– sensação de cansaço contínuo;
– irritabilidade;
– insônia;
– pensamentos acelerados;
– dificuldade de curtir o lazer.

Segundo o professor, quando esses sinais aparecem com frequência, vale observar se o problema vai além da rotina intensa e se o descanso está sendo realmente vivido.

Como desacelerar de verdade

Para transformar as férias em um período mais reparador, Padovan recomenda atitudes simples: desconexão digital programada, caminhadas ao ar livre, meditação e valorização do ócio consciente — aqueles momentos em que não há obrigação de produzir, responder ou se manter disponível o tempo todo.

Outro ponto importante é reduzir o peso das telas. Elas mantêm o cérebro em estado de alerta por causa das notificações, das informações em excesso e das comparações sociais. Silenciar aplicativos e estabelecer horários para o uso do celular podem ajudar a criar uma pausa mais saudável.

Quando buscar ajuda

Se mesmo longe do trabalho ou dos estudos a pessoa sente que não consegue “desligar”, o apoio profissional pode ser necessário. O professor destaca que a psicoterapia é uma ferramenta importante para reconhecer padrões mentais acelerados e desenvolver estratégias para uma vida com mais pausas verdadeiras.

A boa notícia é que pequenas mudanças de hábito podem fazer diferença. Em vez de mais uma agenda cheia, as férias podem se tornar uma chance real de recuperar energia, acalmar a mente e voltar ao cotidiano com mais equilíbrio.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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