Prêmio Espalha 2026 abre inscrições até 17 de julho
Iniciativa reconhece projetos que unem cultura, território e enfrentamento da crise climática em diferentes regiões do Brasil.
Projetos culturais que dialogam com território, saberes tradicionais e justiça climática já podem se inscrever na segunda edição do Prêmio Espalha 2026. A iniciativa, criada pelo C de Cultura em parceria com a Outra Onda Conteúdo, está com inscrições abertas até 17 de julho e busca dar visibilidade a experiências de todo o Brasil que usam a cultura como ferramenta de transformação social.
Quem pode participar
O prêmio foi pensado para reconhecer iniciativas desenvolvidas por artistas, coletivos culturais, mestres e mestras de saberes, comunidades indígenas, quilombolas, organizações da sociedade civil e grupos comunitários. Cada participante pode se inscrever em apenas uma categoria, escolhendo aquela que melhor representa seu território, identidade ou campo de atuação.
As categorias desta edição são: Povos Indígenas, Comunidades Quilombolas, Periferias, Mestres e Mestras e Votação Popular. A seleção será feita por um júri formado por lideranças culturais, pesquisadores, artistas e ativistas ligados às pautas de cultura e clima.
O que os vencedores recebem
Os cinco projetos vencedores receberão R$ 10 mil cada. Além do apoio financeiro, as iniciativas vencedoras farão parte da Coletânea Espalha e participarão de ações de comunicação e visibilidade nacional promovidas pela plataforma. O resultado está previsto para agosto.
A proposta do prêmio vai além da premiação em si: a ideia é mapear e fortalecer redes que já atuam em diferentes regiões do país com ações ligadas a arte, ancestralidade, cuidado ambiental, economia criativa, comunicação popular, espiritualidade, agricultura e defesa territorial.
Cultura como resposta ao clima
Entre os exemplos citados pelo material estão uma biblioteca construída dentro de uma aldeia na floresta amazônica, em Rondônia; uma associação quilombola que fortalece identidade e geração de renda, no Rio Grande do Norte; uma rota de turismo sustentável liderada por mulheres indígenas, na Paraíba; e um projeto social em uma favela do Rio de Janeiro.
Segundo o coordenador de Mobilização do C de Cultura, Augusto Conte, a proposta é valorizar modos de vida, memórias e práticas culturais que resistem e se reinventam diante da crise climática. O projeto também se apoia na pesquisa Cultura e Clima, realizada em 2024 pelo C de Cultura e pela Outra Onda Conteúdo, em parceria técnica com o Instituto Veredas.
Na primeira edição, em 2025, o Espalha mapeou 209 iniciativas, alcançou 22 estados brasileiros e mobilizou 5.788 votos na categoria Votação Popular. Agora, a expectativa é ampliar a rede de trocas entre coletivos, comunidades e organizações que já constroem soluções locais para os desafios socioambientais do país.
As inscrições são gratuitas e online.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



