Menopausa ainda é tabu no trabalho e custa talentos

Dados citados pela Maturi mostram impacto na carreira e reforçam a urgência de políticas de apoio, retenção e diversidade.

A menopausa segue quase invisível em muitas empresas, mas seus efeitos já aparecem na rotina, na produtividade e até na permanência de profissionais no mercado. Dados citados pela Maturi apontam que uma em cada dez mulheres já deixou o emprego por causa dos sintomas, enquanto 47% das brasileiras dizem que essa fase impacta a vida profissional.

O alerta importa ainda mais em um cenário de carreiras mais longas. Nos últimos dez anos, o número de pessoas com 60 anos ou mais ocupadas cresceu 53%, o que reforça a presença cada vez maior de profissionais maduros nas organizações. Nesse contexto, a menopausa deixa de ser apenas um assunto de saúde feminina e passa a integrar a agenda de gestão de pessoas.

O impacto vai além do desconforto físico

Ondas de calor, insônia, ansiedade, fadiga e dificuldade de concentração estão entre os sintomas associados à menopausa. No ambiente corporativo, esses efeitos podem comprometer o bem-estar e também a segurança psicológica das mulheres, que muitas vezes evitam falar sobre o tema por medo de parecerem menos produtivas ou menos aptas a novos desafios.

Segundo a Maturi, esse cenário se soma ao etarismo, criando uma dupla barreira para profissionais acima dos 50 anos. A combinação entre tabu e preconceito etário pode afetar oportunidades, reconhecimento e permanência no trabalho.

Uma pauta de saúde, diversidade e retenção

Para a empresa, o assunto precisa entrar na conversa de RH e diversidade porque tem impacto direto na retenção de talentos. A leitura é que organizações interessadas em ambientes mais preparados para o futuro do trabalho precisam considerar as diferentes fases da vida profissional de suas equipes.

A Maturi destaca que empresas em vários países já adotam medidas como capacitação de lideranças, programas de conscientização, flexibilização de rotinas e criação de espaços mais abertos ao diálogo. No Brasil, a discussão ainda está em evolução, mas a mudança demográfica amplia a urgência do tema.

O ponto central é simples: ignorar a menopausa pode significar perder experiência, conhecimento e profissionais em posições estratégicas. Em um mercado que valoriza diversidade e permanência, reconhecer essa fase da vida começa a ser uma decisão de cuidado — e também de negócio.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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