Poluição no inverno piora alergias e crises respiratórias
No Dia Mundial da Alergia, especialistas alertam que o ar seco e a maior concentração de poluentes agravam rinite, sinusite e asma.
Julho costuma ser um mês especialmente difícil para quem sofre com rinite, sinusite e asma. Além do frio e do ar seco, a poluição tende a ficar mais concentrada na atmosfera, o que pode intensificar espirros, congestão nasal, tosse e crises respiratórias.
O alerta se conecta ao Dia Mundial da Alergia, celebrado em 8 de julho, data dedicada à conscientização sobre doenças alérgicas e seus impactos na saúde. A combinação de fatores típicos do inverno ajuda a explicar por que tantas pessoas sentem piora justamente nessa época do ano.
Por que o inverno agrava os sintomas?
Segundo a otorrinolaringologista Dra. Cristiane Passos Dias Levy, especialista em alergias respiratórias do Hospital Paulista, a qualidade do ar tem papel direto na saúde das vias aéreas. Ela explica que a poluição age como um agente irritante permanente para a mucosa respiratória e que, quando isso se soma ao clima seco, os sintomas alérgicos tendem a crescer, especialmente em quem já tem predisposição.
No inverno, a dispersão dos poluentes fica mais difícil. A redução das chuvas diminui a limpeza natural da atmosfera e fenômenos como a inversão térmica impedem que essas partículas se espalhem com facilidade. Resultado: fumaça, emissões industriais e partículas da queima de combustíveis permanecem mais próximas do solo.
Quem precisa de mais atenção
Embora qualquer pessoa possa sentir os efeitos da poluição, alguns grupos são mais vulneráveis, como crianças, idosos, pessoas com rinite alérgica, pacientes asmáticos e quem já convive com doenças respiratórias crônicas.
Entre os sintomas mais comuns estão:
– espirros repetitivos;
– congestão nasal;
– coriza;
– coceira no nariz;
– irritação na garganta;
– tosse persistente;
– piora de crises de rinite e asma.
Além disso, o hábito de permanecer mais tempo em ambientes fechados favorece o contato com ácaros, poeira e mofo, o que também pode agravar os quadros alérgicos.
Medidas simples que ajudam no dia a dia
Não dá para eliminar completamente a exposição à poluição, mas algumas atitudes podem reduzir o impacto nas vias respiratórias. Entre elas estão manter boa hidratação, fazer lavagem nasal com soro fisiológico, ventilar os ambientes e evitar exposição prolongada em horários de pico de poluição.
Também vale acompanhar os índices de qualidade do ar e manter o tratamento das alergias respiratórias em dia. A especialista destaca a lavagem nasal como uma das medidas mais simples e eficazes para remover partículas inaladas e manter a mucosa hidratada.
Quando procurar ajuda médica
Se os sintomas se tornam frequentes ou persistentes, é importante buscar avaliação especializada. Sinais de alerta incluem crises alérgicas recorrentes, congestão nasal constante, tosse persistente, chiado no peito, falta de ar e piora progressiva dos sintomas respiratórios.
Como resume a médica, nariz entupido constante, crises frequentes de rinite ou dificuldade para respirar não devem ser normalizados. Em épocas de inverno e poluição mais alta, observar esses sinais pode fazer diferença no controle das alergias.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



