MIS recebe primeira individual de Ruchita em São Paulo
“Território de passagem” reúne videoartes, fotos e um livro inédito em mostra gratuita que investiga corpo, tempo e memória.
O MIS recebe, a partir de 11 de julho de 2026, a primeira exposição individual de Ruchita em São Paulo. Intitulada “Território de passagem”, a mostra fica em cartaz com entrada gratuita até 24 de agosto e reúne videoartes, séries fotográficas, ativações e o lançamento do livro “Todo momento de achar é um perder-se a si própria”.
Natural de Curitiba e radicada em Florianópolis, a artista multimídia apresenta no MIS oito obras produzidas entre 2017 e 2025. Concebida especialmente para o museu, a exposição investiga relações entre corpo, tempo e memória por meio de uma linguagem que mistura performance, audiovisual e fotografia.
Corpo, imagem e experimentação
Com curadoria de Brunno Almeida Maia e direção de arte e expografia de Leandro Leão, a mostra foi organizada em dois eixos: “O Corpo Inacabado” e “O Corpo é Tempo”. A proposta é criar uma experiência não linear, em que o público pode construir seu próprio trajeto pela Sala Maureen Bisilliat.
Entre os trabalhos exibidos, estão “Não sou finito” (2018), em que a artista aparece amarrada a uma árvore em uma videoinstalação, e a série inédita “Alternar-se” (2025/2026), inspirada na convivência diária de Ruchita com o diabetes. Nessa obra, mel e sangue surgem como metáforas visuais para oscilações, limites e cuidado cotidiano.
A série inclui trabalhos como “Limiares”, “Compasso”, “Abismo” e “Um corpo que me rodeia”. Já a série fotográfica “Des-continuum” traz 23 imagens de sangue e mel sobre papel, expostas sem moldura.
Diálogo com a videoarte brasileira
A exposição também estabelece relação com o acervo de videoarte do MIS, considerado referência nacional e na América Latina, com mais de 5 mil títulos catalogados desde os anos 1970. Nesse contexto, a produção de Ruchita se aproxima de uma tradição experimental marcada por nomes como Walter Zanini, Letícia Parente, Hélio Oiticica, Lygia Pape e Arthur Omar.
No segundo eixo, “Face à impermanência” explora duração e efemeridade em diálogo com o Wabi-Sabi, conceito japonês que valoriza a imperfeição e a transitoriedade. As obras percorrem desde a praia de Naoshima até o cruzamento de Shibuya, em Tóquio, em vídeos que alternam contemplação e movimento acelerado.
Além da visitação, a programação prevê ativações e um bate-papo sobre videoarte contemporânea com Ruchita, Brunno Almeida Maia e a videoartista e pesquisadora Márcia Beatriz Granero. Para quem busca uma exposição contemporânea, sensorial e aberta a múltiplas leituras, “Território de passagem” é uma boa oportunidade de conhecer a primeira individual paulistana da artista.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



