Medicamentos emagrecedores transformam cirurgia bariátrica no Brasil
Alta dos tratamentos clínicos como Ozempic e Mounjaro leva cirurgiões a ampliar atuação no cuidado da obesidade
A popularização de medicamentos emagrecedores como a semaglutida, conhecida por marcas como Ozempic, e a tirzepatida, vendida como Mounjaro, está provocando mudanças significativas no cenário da cirurgia bariátrica no Brasil. A procura por tratamentos menos invasivos tem impactado o volume de procedimentos cirúrgicos, levando muitos cirurgiões a repensarem sua atuação profissional.
Ampliação do tratamento da obesidade
Em vez de se concentrarem exclusivamente no centro cirúrgico, muitos especialistas estão se posicionando como gestores do cuidado clínico e multidisciplinar da obesidade. Essa abordagem visa acompanhar o paciente em uma jornada mais completa, que pode incluir medicação, orientação contínua e, quando necessário, cirurgia.
O Brasil permanece entre os líderes mundiais em cirurgias bariátricas, com uma média anual entre 70 mil e 80 mil procedimentos, conforme dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).
Transformação na relação com o paciente
O perfil do paciente mudou: hoje, ele chega ao consultório mais informado e busca alternativas antes de optar por um procedimento invasivo. Essa mudança também reflete na comunicação médica digital, já que o interesse por tratamentos medicamentosos para perda de peso superou historicamente as buscas relacionadas à cirurgia bariátrica.
João Amorim, CEO da MNG, agência especializada em marketing de performance para saúde, destaca que “o cirurgião bariátrico não está perdendo o seu espaço, ele está expandindo o seu escopo. O paciente de hoje chega ao consultório muito mais informado e buscando alternativas antes de decidir por um procedimento invasivo. Os médicos que entendem o ‘Efeito Mounjaro’ como um aliado, e não como um concorrente, estão redesenhando suas marcas pessoais para se posicionarem como autoridades no tratamento global da obesidade, seja ele cirúrgico ou clínico”.
Ele acrescenta que “quem dita as regras do mercado é o paciente”, e que o profissional que se posiciona como especialista capaz de prescrever, acompanhar o tratamento clínico e, se necessário, realizar a cirurgia, obtém uma vantagem competitiva significativa.
Um mercado em evolução
O avanço dos medicamentos não significa o fim da cirurgia bariátrica, que continua essencial para casos específicos. O que muda é a forma de tratar a obesidade, com critérios mais refinados para indicação e maior atenção ao acompanhamento de longo prazo.
Essa nova fase da saúde relacionada ao controle do peso enfatiza a integração entre tratamentos clínicos e cirúrgicos, oferecendo aos pacientes mais opções, informações e decisões alinhadas às suas necessidades clínicas.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



