Geração Z transforma embalagens em objeto de desejo

Marcas apostam em design, coleção e reutilização para falar com jovens que valorizam autenticidade, sustentabilidade e experiência

O que antes era visto apenas como um meio para proteger e transportar produtos, agora ganha uma nova função entre a Geração Z: as embalagens se tornam objetos de coleção, expressão pessoal e reaproveitamento criativo. Essa mudança reflete o comportamento de jovens nascidos entre meados dos anos 1990 e início dos anos 2010, que valorizam autenticidade, design, propósito e experiências compartilháveis tanto quanto o produto em si.

Esse fenômeno é perceptível em diversos setores, da moda ao mercado de alimentos, onde embalagens com design diferenciado passam a integrar a experiência de consumo e permanecem relevantes mesmo após o uso do produto. Para essa geração, uma embalagem bem elaborada pode se transformar em conteúdo para redes sociais, peça de decoração ou item funcional dentro de casa, alinhando-se também a uma crescente preocupação com sustentabilidade e consumo consciente.

Marcas tradicionais se adaptam ao novo comportamento

Marcas consolidadas estão revisitando suas embalagens para criar conexões mais profundas com o público jovem. A estratégia é clara: ao transformar embalagens em itens colecionáveis, que estimulam a troca e a conexão emocional, as marcas ampliam sua presença para além do ponto de venda, gerando engajamento também nas plataformas digitais.

Queensberry e as tampas colecionáveis

Um exemplo emblemático é a Queensberry, marca do grupo Hero Brasil, que lançou uma série de tampas colecionáveis para celebrar seus 40 anos no país. A ação apresenta quatro estampas exclusivas criadas pela artista plástica Karol Stefanini, reconhecida entre o público jovem e com mais de 1,2 milhão de seguidores nas redes sociais.

As ilustrações, aplicadas às tampas das geleias da linha Classic, trazem mensagens como “Pausa para Reconectar”, “Energia para Viver e Conquistar”, “A Melhor Hora do Dia” e “Dividir um Momento com Quem Ama”. Mais do que identificar o produto, as tampas foram pensadas para estimular a coleção, a troca e a conexão emocional com diferentes momentos da rotina.

Karol Stefanini comenta que, ao desenvolver a coleção, buscou traduzir vivacidade e leveza por meio de cores vibrantes e ilustrações que expressam sentimentos como felicidade, carinho, leveza e conexão.

Reutilização e sustentabilidade em foco

Além do apelo estético, a iniciativa também dialoga com a tendência de reutilização criativa de embalagens. Os potes de vidro da Queensberry podem ser reaproveitados como organizadores, vasos, recipientes decorativos ou elementos de personalização de ambientes, reforçando a conexão com a sustentabilidade e a economia circular, valores importantes para a Geração Z.

Gabriela Ianelli, gerente de marketing da Queensberry, destaca que a proposta representa uma evolução natural na relação entre marca e consumidor. Segundo ela, “Celebrar 40 anos é também olhar para o futuro. As tampas colecionáveis materializam essa estratégia ao unir nossa tradição à linguagem contemporânea da arte, criando uma conexão genuína com novos consumidores sem perder relevância junto ao nosso público principal”.

Ela ressalta ainda que a embalagem continua sendo um dos principais pontos de contato no varejo e que, ao se tornar um item colecionável, pode gerar conversa e desejo fora do ponto de venda, especialmente nas redes sociais.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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