Tecnologia e restaurante: o que brasileiros esperam
Pesquisa com 1.312 pessoas mostra que praticidade, personalização e atendimento humano seguem lado a lado na experiência fora de casa.
O brasileiro já usa tecnologia para escolher, pedir, pagar e até acompanhar refeições fora de casa. Mas, segundo uma pesquisa nacional sobre food service, isso não significa que a experiência humana perdeu espaço. Pelo contrário: o consumidor quer os dois ao mesmo tempo — praticidade digital e acolhimento no atendimento.
O levantamento, intitulado “O que os brasileiros esperam da tecnologia em sua jornada alimentar”, foi realizado pela Tanjerin, agência de estratégia e inovação especializada no setor, com 1.312 brasileiros de todas as regiões do país, em maio deste ano. A pesquisa foi apresentada em Chicago, na National Restaurant Show, e também no Brasil, durante a ACOMXperience.
O que mais pesa na hora de comer fora
Entre os principais motivos para sair de casa ou pedir comida estão celebrações e datas especiais (55%), momentos de descanso ou pausa na rotina (52%), tempo com a família (48%) e socialização (45%). Quando perguntados sobre o que buscam em um restaurante, os consumidores citaram comida de qualidade (56%), prazer (54%) e conforto (43%).
Na prática, a tecnologia aparece em todas as etapas da jornada. No Fast Food, 59% usam aplicativos de delivery para encontrar estabelecimentos e 51% recorrem ao Instagram. No Casual Dining, amigos e familiares ainda lideram a influência na escolha, com 57%, mas Instagram (51%), Google (40%) e sites dos restaurantes (39%) também têm peso.
Jovens querem agilidade; públicos mais maduros valorizam experiência
Segundo a pesquisa, o setor de food service se tornou multigeracional. Consumidores mais jovens tendem a priorizar conveniência, aplicativos, delivery e rapidez. Já públicos mais maduros valorizam experiência, conforto, qualidade e interação social.
Essa diferença aparece também no comportamento por segmento. No Fast Food, cerca de 24% dos consumidores frequentam estabelecimentos entre duas e três vezes por semana. Já no Casual Dining, a visita é mais espaçada, com predominância de idas quinzenais ou mensais. No Fine Dining, o consumo está fortemente ligado a celebrações.
Tecnologia virou parte da experiência
Os dados mostram que a tecnologia não entra só na escolha do restaurante: ela segue presente durante e depois do consumo. Entre os consumidores de Fast Food, 65% usam aplicativos de delivery, 39% acompanham pedidos em tempo real e 35% fazem pagamentos digitais. No Casual Dining, 45% utilizam aplicativos de delivery, 41% usam plataformas próprias dos restaurantes, 40% fazem reservas online e 39% realizam pagamentos digitais.
Para 94% dos frequentadores de Fast Food e 90% dos de Casual Dining, a tecnologia é importante ou essencial na jornada. Após a refeição, ofertas personalizadas aparecem como principal incentivo para uma nova visita, citadas por 53% dos consumidores nos dois segmentos.
O recado da pesquisa é direto: o futuro dos restaurantes passa por velocidade, praticidade e personalização, mas sem abrir mão do que ainda faz diferença para muita gente — acolhimento, conforto e uma experiência que pareça, de fato, humana.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



