Férias sem culpa: como equilibrar descanso e carreira

CEO do Inteli diz que férias podem unir pausa e desenvolvimento sem cair na armadilha da hiperprodutividade.

As férias escolares costumam trazer uma dúvida comum: descansar de verdade ou aproveitar o tempo livre para fazer cursos, buscar experiências práticas e desenvolver novas habilidades? Para Maíra Habimorad, CEO do Inteli (Instituto de Tecnologia e Liderança), a resposta não está em escolher um extremo, mas em encontrar equilíbrio.

“Não é uma escolha entre descanso ou produtividade. A construção de carreira é um somatório de experiências, e isso inclui tanto momentos de pausa quanto de desenvolvimento”, afirma.

Comece pelo descanso

Antes de preencher a agenda com tarefas e compromissos, vale olhar com honestidade para o próprio nível de cansaço. Se o semestre foi puxado, dormir melhor, retomar hobbies, rever amigos e desacelerar podem ser as prioridades mais inteligentes do período.

Essa pausa não significa “perder tempo”. Pelo contrário: ela pode ser parte importante da preparação para os próximos desafios acadêmicos e profissionais.

Escolha algo com propósito

Se a ideia for usar as férias para aprender, a recomendação é evitar exageros. Em vez de tentar fazer muitas coisas ao mesmo tempo, o melhor é escolher uma experiência alinhada aos próprios interesses e à trajetória que se quer construir.

Isso pode incluir um curso curto, uma certificação, um estágio de férias, um projeto voluntário ou a participação em algum desafio. O ponto central é que a atividade faça sentido para quem está vivendo aquele momento.

Amplie repertório além da sala de aula

Nem todo aprendizado vem de atividades técnicas. Viajar, conhecer novos lugares, visitar exposições e shows, ir a eventos, conversar com pessoas diferentes e até consumir filmes, livros e séries com olhar crítico também ajudam a ampliar a visão de mundo.

Essas vivências trazem referências, despertam curiosidade e podem enriquecer a formação de forma menos óbvia — e muitas vezes mais duradoura.

Habilidades que o mercado valoriza

Atividades em grupo, voluntariado e experiências fora da rotina também contribuem para o desenvolvimento de competências socioemocionais. Entre elas estão comunicação, empatia, colaboração, liderança e capacidade de lidar com incertezas.

Essas habilidades aparecem cada vez mais no centro das exigências do mercado e podem fazer diferença em diferentes fases da carreira.

Menos pressão, mais intenção

O alerta principal é não cair na armadilha da hiperprodutividade. Preencher todos os dias com obrigações pode gerar frustração, cansaço e pouco aproveitamento real. Fazer menos, mas com qualidade e intenção, tende a trazer melhores resultados.

Na prática, cada período de férias pode ter um foco diferente: em um momento, descansar; em outro, buscar certificação; depois, experimentar um estágio, desenvolver um projeto ou fazer uma viagem. Com o tempo, essas escolhas ajudam a construir uma trajetória mais consistente — e mais coerente com a vida real.

“Com equilíbrio e intenção, as férias deixam de ser apenas uma pausa no calendário e se tornam uma oportunidade de desenvolvimento pessoal e profissional”, conclui Maíra Habimorad.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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