Gen Z prefere financiar carro a comprar casa
Estudo da Serasa Experian mostra que jovens até 29 anos têm mais afinidade com crédito automotivo do que com financiamento imobiliário.
Se a casa própria ainda é um símbolo de conquista para muita gente, a Geração Z parece mirar primeiro em outro objetivo: o carro. Um estudo inédito da Serasa Experian mostra que jovens de até 29 anos têm quase o dobro de afinidade com financiamento de veículos do que com crédito imobiliário.
No recorte analisado, 25,3% dos jovens da Geração Z demonstraram afinidade com financiamento automotivo, contra 14% com crédito para imóvel. A leitura reforça que esse público não se comporta como um bloco único e que o momento de vida pesa bastante na relação com consumo, crédito e planejamento financeiro.
O que o estudo revela sobre a Geração Z
O levantamento foi feito pela área de Marketing Solutions da Serasa Experian, por meio da plataforma Insights Hub, com dados de jovens bancarizados de 18 a 29 anos. Além da comparação entre carro e casa, a análise levou em conta renda, maturidade bancária e relacionamento com produtos de crédito.
Entre os novos entrantes no crédito, de 18 a 24 anos, quase metade (48,8%) ainda não tem histórico bancário nem produtos de crédito. Já entre os jovens com afinidade com financiamento de veículos, 22,8% apresentam relacionamento bancário maduro, mais que o dobro da média desse grupo.
Renda muda bastante o interesse
O estudo também mostra que a propensão ao financiamento de veículos cresce conforme a renda aumenta. Entre jovens com renda de até um salário-mínimo, o índice é de 13,22%. Nas faixas intermediárias, a afinidade sobe para 50% entre quem recebe de 1 a 2 salários-mínimos e para 51,7% entre os que ganham de 2 a 5 salários-mínimos.
O maior percentual aparece entre jovens com renda acima de 10 salários-mínimos: sete em cada dez têm propensão ao financiamento automotivo.
Por que isso importa para marcas e bancos
Para a Serasa Experian, combinar interesse, renda e maturidade bancária ajuda empresas a desenhar campanhas mais precisas, com ofertas compatíveis com o perfil do consumidor. Isso vale para montadoras, concessionárias, instituições financeiras, seguradoras e empresas de serviços.
A lógica é simples: uma pessoa jovem sem histórico de crédito exige uma abordagem diferente daquela que já tem vínculo bancário consolidado e renda compatível com financiamento. Em vez de campanhas genéricas, o estudo aponta para jornadas mais personalizadas e com maior chance de resposta.
Na prática, o recorte ajuda a entender que a Geração Z já movimenta decisões de consumo importantes — mas nem sempre na ordem tradicional. Para esse grupo, o carro pode estar mais perto do que o imóvel, pelo menos por enquanto.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



