Escola pública de Curitiba cria esculturas com robótica
Projeto Engenhoka levou cerca de 60 alunos a criar obras interativas e deixou um estúdio maker permanente no colégio.
Alunos do Colégio Estadual Integral Professor Homero Baptista de Barros, em Curitiba, deram vida a esculturas interativas que combinam arte, robótica e cultura maker. Essas criações foram apresentadas na mostra de encerramento do Projeto Engenhoka, realizada em 29 de maio.
Durante meses, cerca de 60 estudantes do 1º ano do Ensino Médio participaram de oficinas que integraram robótica educacional, cultura maker, arte e tecnologia. O objetivo foi transformar ideias em projetos concretos, estimulando a criatividade, o raciocínio lógico e a capacidade de resolver problemas.
Projetos que unem arte e tecnologia
Dentre as obras apresentadas, destacaram-se uma turbina eólica construída com papelão, garrafas PET e sensores eletrônicos, e um robô inspirado no universo dos action figures, desenvolvido com papelão, impressão 3D, LEDs e componentes eletrônicos.
Fabrício Ligiero, produtor executivo do Engenhoka, explicou que o projeto busca trabalhar a imaginação dos alunos para que construam “uma arte viva, que se movimenta”, unindo criatividade, tecnologia e robótica. Ele ressaltou que “a arte muda tudo e, junto com a tecnologia, muda muito mais”.
Legado para a escola
Além da formação dos estudantes, o projeto deixou um estúdio maker permanente na escola, equipado com impressora 3D, canetas 3D, mobiliário, materiais pedagógicos e livros, garantindo a continuidade das atividades.
Priscila Seixas, presidente do Instituto Burburinho Cultural, destacou que a tecnologia é usada como meio para aproximar estudantes e professores da cultura digital, promovendo metodologias que transformam recursos em aprendizagem. Ela afirmou que o melhor legado é quando o espaço é visto como ferramenta para integrar arte, matemática, ciência e tecnologia.
O diretor da escola, Valdemar Busanello Junior, ressaltou que o projeto amplia a visão dos estudantes sobre as possibilidades da educação e ajuda a revelar talentos, mostrando que criatividade é parte fundamental da formação para o mercado de trabalho.
Continuidade e parcerias
Esta é a segunda edição do Engenhoka realizada na escola, que mantém parceria com o Instituto Burburinho Cultural desde 2023. Durante esse período, a escola também recebeu outros projetos como o Arco-Íris, com oficinas de grafite, e o Arena Viva, focado em teatro, arte e educação.
O Engenhoka é viabilizado pela Lei Rouanet e realizado pelo Instituto Burburinho Cultural em parceria com o Ministério da Cultura, contando com patrocínio de diversas empresas privadas. Além do colégio de Curitiba, outras sete escolas do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul foram contempladas nesta segunda edição.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



