Obesidade cresce 118% no Brasil e exige tratamento contínuo

Dados do Vigitel indicam aumento significativo entre adultos desde 2006; especialistas ressaltam abordagem multidisciplinar para prevenção de complicações

O Brasil enfrenta um crescimento acelerado da obesidade, que aumentou 118% entre 2006 e 2024, conforme dados do Vigitel, sistema de vigilância do Ministério da Saúde. O percentual de adultos com obesidade passou de 11,8% para 25,7% no período, com aumento tanto entre mulheres, de 12,1% para 26,7%, quanto entre homens, de 11,4% para 24,4%.

Esse cenário é reforçado por outras pesquisas recentes. Um levantamento do Datafolha revelou que seis em cada dez brasileiros adultos apresentam excesso de peso ou obesidade. Além disso, estudo do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para a Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) identificou avanço do sobrepeso e da obesidade entre crianças, indicando que o problema atinge faixas etárias cada vez mais jovens.

Obesidade: uma doença crônica e multifatorial

Mais do que uma questão estética, a obesidade é uma doença crônica associada a riscos elevados de hipertensão arterial, diabetes tipo 2, colesterol alto, gordura no fígado, insuficiência cardíaca, infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Diante desse quadro, cresce a demanda por tratamentos que ofereçam resultados sustentáveis e prevenção de complicações.

Abordagem multidisciplinar e contínua

O programa Mova Fit, idealizado pelo cardiologista e nutrólogo Dr. Guilherme Borges e pela nutricionista Pammela Munique Vilela Borges, exemplifica essa nova abordagem. O método integra médico, nutricionista e educador físico para um tratamento individualizado e contínuo, que começa com avaliação médica e nutricional simultânea, eletrocardiograma e exame de bioimpedância para análise da composição corporal.

O objetivo do programa vai além da perda de peso, focando na recomposição corporal — redução da gordura, especialmente visceral, e preservação da massa muscular e óssea —, aspectos fundamentais para a saúde metabólica e manutenção dos resultados a longo prazo.

Monitoramento e uso responsável de medicamentos

O acompanhamento semanal é parte essencial do tratamento, com pacientes utilizando balança de bioimpedância e fita métrica para monitorar a evolução em casa. A equipe multidisciplinar ajusta periodicamente a alimentação, a atividade física e, quando necessário, a estratégia medicamentosa.

Medicamentos como semaglutida e tirzepatida, conhecidos como “canetas emagrecedoras”, têm sido incorporados ao tratamento, contribuindo para resultados mais expressivos. Contudo, os especialistas alertam que esses medicamentos não substituem hábitos saudáveis e acompanhamento profissional, pois o uso inadequado pode levar à perda muscular e deficiências nutricionais.

O avanço da obesidade no Brasil evidencia a necessidade de mudar a forma de encarar e tratar a doença. Emagrecer é apenas uma etapa; o desafio maior é manter os resultados e preservar a saúde ao longo do tempo, com acompanhamento contínuo e foco na prevenção de doenças e na qualidade de vida.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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