Novo tratamento reduz risco no câncer de bexiga
Dados da ASCO 2026 destacam benefícios do enfortumabe vedotina com pembrolizumabe em diferentes estágios da doença
Novos dados apresentados na ASCO 2026 reforçam um avanço importante no tratamento do câncer de bexiga: a combinação de enfortumabe vedotina com pembrolizumabe mostrou benefícios tanto antes e depois da cirurgia quanto na doença localmente avançada ou metastática. Segundo o material divulgado, os resultados apontam redução de risco de recorrência tumoral, progressão ou morte e melhora de sobrevida em comparação com os tratamentos de referência.
O que os estudos mostraram
As evidências vieram de dois estudos de fase 3 apresentados no congresso internacional de oncologia realizado em Chicago, nos Estados Unidos. No KEYNOTE-905/EV-303, voltado a pacientes com câncer de bexiga músculo-invasivo inelegíveis ou que recusaram quimioterapia com cisplatina, a combinação usada no período perioperatório reduziu em cerca de 60% o risco de recorrência, progressão ou morte, em comparação com a cirurgia isolada.
O estudo também apontou redução de cerca de 50% no risco de morte. Após dois anos, 74,7% dos pacientes tratados com a combinação permaneciam livres de eventos relacionados à doença, contra 39,4% no grupo controle. A taxa de resposta patológica completa foi de aproximadamente 57%, frente a cerca de 9% com o padrão baseado apenas em cirurgia.
Benefício também na doença avançada
No estudo EV-302/KEYNOTE-A39, que avaliou pacientes com carcinoma urotelial localmente avançado ou metastático previamente não tratado, a atualização com 3,5 anos de seguimento manteve o sinal positivo já observado. Com seguimento mediano de 42,8 meses, a mediana de sobrevida global foi de 33,6 meses com enfortumabe vedotina mais pembrolizumabe, ante 15,9 meses com quimioterapia baseada em platina.
As taxas estimadas de sobrevida global em 42 meses foram de 44,0% e 24,6%, respectivamente. O estudo também registrou taxa de resposta objetiva de 67,5% com a combinação, contra 44,2% com quimioterapia, além de resposta completa de 30,4%, ante 14,5% no grupo controle.
O que muda para as pacientes
O câncer de bexiga é o nono tipo mais comum no mundo, com mais de 614 mil novos casos por ano. Em cerca de 30% dos casos, ele aparece em forma músculo-invasiva, uma fase mais agressiva que muitas vezes exige cirurgia. Mesmo assim, o risco de retorno da doença segue alto, o que ajuda a explicar a relevância desses novos dados.
No Brasil, a combinação de PADCEV® (enfortumabe vedotina) e pembrolizumabe já está aprovada pela Anvisa para pacientes adultos com câncer urotelial localmente avançado ou metastático. O uso perioperatório para pacientes com câncer de bexiga músculo-invasivo inelegíveis à cisplatina também acaba de ser aprovado para essa população.
Para a diretora médica da Pfizer Brasil, Adriana Ribeiro, os estudos reforçam o potencial da combinação em diferentes etapas da jornada da doença. Na prática, os dados ampliam o debate sobre novas possibilidades terapêuticas em um tipo de câncer que ainda impõe muitos desafios no diagnóstico e no tratamento.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



