Julho Amarelo: teste rápido de hepatite sai em até 30 minutos
Diagnóstico ágil amplia acesso e orienta tratamento na rede pública
As hepatites virais são doenças silenciosas e potencialmente graves que representam um desafio para a saúde pública. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 304 milhões de pessoas vivem com infecção crônica por hepatites virais no mundo, com 1,3 milhão de mortes registradas até o momento. No Brasil, entre 2000 e 2024, foram notificados 826.292 casos, com 49.999 mortes por causas básicas e 45.959 por fatores associados aos tipos A, B, C e D, segundo o boletim epidemiológico mais recente.
O diagnóstico precoce dessas infecções é fundamental para direcionar o tratamento adequado, acompanhar a evolução clínica e adotar medidas que reduzam a transmissão. Nesse contexto, os testes rápidos para hepatites B e C, que fornecem resultados em até 30 minutos, representam um avanço importante, permitindo que o paciente receba orientações na mesma consulta.
Julho Amarelo e a conscientização
O Julho Amarelo é o mês nacional dedicado à luta contra as hepatites virais, com foco na conscientização, prevenção, diagnóstico e controle dessas doenças no Brasil. A campanha está alinhada ao Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho, data instituída pela OMS em homenagem ao cientista Baruch Blumberg, descobridor do vírus da hepatite B e desenvolvedor da primeira vacina contra a doença.
Tipos de testes e suas aplicações
Segundo a biomédica Natália Strohmayer, mestre e doutora em Microbiologia e Biologia Molecular, o tempo para obtenção dos resultados varia conforme o tipo de exame, a infraestrutura do laboratório e o fluxo da unidade de saúde. Além dos testes rápidos, que ficam prontos em até 30 minutos, existem exames sorológicos que podem levar até três dias úteis para serem concluídos.
Para a hepatite D, que ocorre apenas em pessoas infectadas pelo vírus da hepatite B, a investigação deve ser simultânea para ambos os tipos. Além dos testes sorológicos, exames moleculares são utilizados para confirmar a infecção ativa e auxiliar na avaliação clínica.
Nas hepatites B e C, testes moleculares como a PCR são essenciais após uma triagem sorológica positiva. Eles confirmam a infecção ativa, detectam o DNA do vírus da hepatite B (HBV) ou o RNA do vírus da hepatite C (HCV), quantificam a carga viral e monitoram a resposta ao tratamento, já que essas condições podem evoluir para formas crônicas com risco de complicações graves.
Acesso gratuito pelo SUS
No Brasil, os testes para hepatites virais são disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O acesso ocorre por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs), serviços especializados, maternidades e hospitais, entre outros pontos da rede pública.
Os avanços tecnológicos permitiram que os exames se tornassem mais sensíveis, específicos e rápidos, ampliando o acesso ao diagnóstico e fortalecendo as ações de vigilância epidemiológica. Essa facilidade é especialmente importante para mulheres, que muitas vezes acumulam múltiplas responsabilidades e podem se beneficiar da possibilidade de realizar o teste e receber orientação na mesma consulta.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



