Controle remoto pode ser mais sujo que vaso sanitário

ABRALIMP alerta para a higienização correta do controle remoto, especialmente em dias de jogos e uso compartilhado em casa.

O controle remoto da TV pode ser um dos objetos mais contaminados da casa — até 20 vezes mais do que o vaso sanitário, segundo dados citados pela ABRALIMP (Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional). Em dias de jogos, quando ele passa de mão em mão sem pausa, o risco de acúmulo de vírus e bactérias aumenta ainda mais.

Apesar de muita gente associar sujeira ao banheiro, a realidade microbiológica pode ser outra. O objeto que acompanha maratonas de futebol, reuniões em família e lanches no sofá costuma escapar da limpeza do dia a dia, mesmo sendo tocado o tempo todo. E isso vale ainda mais quando há mãos suadas, úmidas ou com resíduos de comida.

Por que o controle remoto exige atenção

A própria ABRALIMP lembra que pesquisas já encontraram diferenças importantes entre a contaminação do controle remoto e a do assento sanitário. Um estudo britânico citado pela entidade apontou 290 unidades formadoras de bactérias por cm² no controle, ante 12,4 por cm² no vaso. No Brasil, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) também identificou alta concentração de bactérias em controles remotos analisados.

Na prática, o risco cresce em ambientes compartilhados. Quando várias pessoas usam o mesmo aparelho ao longo do dia, a limpeza precisa ser mais frequente e cuidadosa para não danificar os eletrônicos.

Como limpar sem estragar o aparelho

Segundo Arthur Borges, químico responsável da Mercotech, os produtos mais indicados são os à base de álcool isopropílico praticamente puro. Ele explica que a fórmula pode conter um pouco de tensoativo de baixa espuma para ajudar na limpeza, mas o principal componente deve ser o isopropanol, que evapora rápido e não danifica os eletrônicos.

Andreia Brito, diretora de Negócios e Pessoas da My Clean do Brasil, reforça que o ideal é adotar protocolos frequentes de higienização para equipamentos de uso compartilhado. Isso inclui limpeza e desinfecção periódica não só do controle, mas também de outras superfícies de contato, sempre com produtos apropriados e seguindo as orientações dos fabricantes.

Cuidados simples para incluir na rotina

Algumas medidas ajudam a reduzir a contaminação sem complicar a rotina:

– higienizar as mãos com frequência;
– limpar o controle antes dos jogos;
– evitar tocar no aparelho com mãos sujas ou úmidas;
– se possível, concentrar o manuseio em uma pessoa durante a partida.

Com esses cuidados, assistir aos jogos em casa fica mais seguro e confortável. O controle remoto continua sendo útil — só não precisa virar o “craque da sujeira” da sala.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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