Médica cobra respostas sobre denúncias no Hospital do Litoral

Sete meses após levar um dossiê ao MP, Louise Lima questiona quais medidas foram adotadas após relatos de falhas na unidade de Paranaguá.

Sete meses após encaminhar um dossiê ao Ministério Público do Paraná, a médica Louise Lima voltou a cobrar respostas sobre as denúncias de irregularidades no Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá. O documento, elaborado em conjunto com outros profissionais da unidade, apontava problemas graves na estrutura e no funcionamento do hospital, como falta de materiais cirúrgicos adequados e esterilizados, déficit de profissionais, cancelamento de cirurgias, sobrecarga das equipes e situações que poderiam comprometer a segurança dos pacientes e a qualidade da assistência.

As denúncias ganharam repercussão estadual no fim do ano passado e foram encaminhadas para apuração pelo Ministério Público. Pouco tempo após a formalização da denúncia, Louise Lima foi desligada da unidade hospitalar sem justa causa, fato que levanta preocupações sobre a proteção de profissionais que denunciam irregularidades no serviço público de saúde.

Riscos à assistência e pedido de transparência

Para a médica, que é natural de Paranaguá, “quem trabalha na saúde tem o dever ético de comunicar situações que coloquem pacientes em risco. O que fizemos foi cumprir nossa responsabilidade profissional. Sete meses depois, a população ainda merece saber quais providências foram adotadas para corrigir os problemas apontados”.

Louise afirma que continua recebendo relatos de profissionais que permanecem atuando no hospital e que parte das dificuldades apontadas no dossiê ainda persiste, especialmente em relação às condições de trabalho e à estrutura para atendimento. “Recebo frequentemente mensagens de profissionais que continuam no hospital e relatam que alguns dos problemas ainda não foram totalmente solucionados. Isso reforça a importância de dar transparência às apurações e de apresentar à população quais medidas efetivamente foram adotadas”.

Resposta da Secretaria de Estado da Saúde

Na época em que as denúncias vieram a público, a Secretaria de Estado da Saúde negou as irregularidades apontadas pelos médicos. Em nota, informou que todos os profissionais que atuavam como anestesistas na unidade atendiam aos critérios previstos em edital e que testes periódicos realizados nos materiais utilizados em procedimentos hospitalares não identificaram contaminação microbiológica, indicando que os processos de esterilização eram executados dentro dos padrões técnicos estabelecidos.

Para Louise, o debate não é sobre pessoas, mas sobre a qualidade da assistência prestada à população. “Quando um profissional denuncia a falta de estrutura, ele está defendendo o paciente e buscando evitar que situações de risco continuem acontecendo. Espero que haja transparência sobre o andamento das investigações e, principalmente, sobre as medidas efetivamente adotadas para garantir um atendimento seguro à população”.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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