H-1B mais seletivo muda plano de empresas brasileiras
Nova regra do visto para os EUA dá mais peso ao salário das vagas e reforça a necessidade de estratégia antes da expansão internacional.
Empresas brasileiras que planejam expandir suas operações para os Estados Unidos enfrentam um cenário mais competitivo para a obtenção do visto H-1B, principal modalidade para contratação de profissionais estrangeiros altamente qualificados. Desde 27 de fevereiro de 2026, o processo de seleção do H-1B passou a considerar com maior peso o nível salarial da vaga oferecida, alinhando a escolha às necessidades do mercado de trabalho americano.
O que mudou no H-1B
O visto H-1B é destinado a ocupações especializadas, como tecnologia, engenharia, saúde, arquitetura e finanças. Anteriormente, quando o número de inscrições superava o limite anual de vagas, todos os candidatos tinham chances praticamente equivalentes na seleção. Com a nova regra, o sistema atribui maior peso às vagas com salários mais elevados, conforme as faixas estabelecidas pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.
O modelo de seleção foi organizado em quatro níveis: Nível IV, para vagas de maior remuneração e especialização; Nível III, para profissionais experientes e funções de maior responsabilidade; Nível II, para cargos intermediários; e Nível I, para posições de entrada ou menor complexidade técnica. Quanto maior o nível salarial, maior o peso no processo seletivo.
Planejamento estratégico é essencial
Renato Alves de Oliveira, CEO da Be International e diretor de Expansão e Negócios da Bicalho Consultoria Legal, destaca que essa mudança reforça a necessidade de planejamento estratégico integrado para empresas brasileiras que desejam atuar no mercado americano. Segundo ele, a internacionalização não começa no pedido do visto, mas sim na definição clara de como a empresa atuará, quais serviços oferecerá, sua estrutura societária, perfil dos clientes e profissionais essenciais para o crescimento.
“O mercado americano continua extremamente atrativo para empresas brasileiras. O que mudou é que cada decisão passou a ter mais impacto sobre a competitividade da operação. Hoje, planejamento deixou de ser um diferencial para se tornar parte essencial da estratégia de expansão”, afirma Renato.
Impactos para as empresas brasileiras
Além da contratação de talentos, a alteração no H-1B exige que as empresas revisem sua política salarial, planejamento tributário, estrutura operacional e definição de cargos com antecedência. A falta de preparo pode resultar em custos maiores e perda de competitividade.
O especialista ressalta que os Estados Unidos continuam abertos a investimentos e talentos, mas buscam operações qualificadas e sustentáveis. “Expandir um negócio não significa apenas abrir uma empresa no exterior, mas construir uma operação sólida capaz de competir em um dos mercados mais exigentes do mundo”, conclui Renato Alves de Oliveira.
Para empresas brasileiras, a principal lição é que a preparação deve preceder a burocracia. Uma estratégia de expansão integrada aumenta as chances de sucesso e permanência no mercado internacional.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



