Ataque russo em Kiev deixa mortos e feridos, incluindo profissionais de ambulância
Bombardeio atingiu áreas residenciais e base de ambulâncias; MSF condena ataque e alerta para riscos a civis e saúde
Na noite de quinta-feira, 2 de julho, as forças militares russas realizaram um ataque intenso contra Kiev, capital da Ucrânia, que deixou ao menos 20 mortos e 86 feridos, conforme relatos oficiais. Entre os alvos atingidos estava uma base do serviço de ambulâncias, onde seis profissionais — três paramédicos e três motoristas — ficaram feridos. Além disso, um hotel e edifícios residenciais também sofreram danos significativos.
O ataque ocorreu durante a noite, quando muitas pessoas estavam dormindo, e várias ficaram presas sob os escombros. As equipes de emergência continuam as buscas por vítimas entre os destroços. O sistema de saúde da cidade ficou sobrecarregado, com relatos de que 110 equipes de ambulância atuaram simultaneamente para responder às emergências.
Impacto sobre profissionais de saúde e civis
Médicos Sem Fronteiras (MSF) condenou o ataque, ressaltando que profissionais de saúde e instalações médicas em toda a Ucrânia permanecem vulneráveis, trabalhando sob ameaça constante e com recursos quase esgotados. A organização alerta para o risco que esses ataques representam não apenas para a população civil, mas também para a capacidade de receber atendimento médico adequado após os ferimentos causados pelos bombardeios.
Relato do diretor-geral de MSF na Ucrânia
Robin Meldrum, diretor-geral de MSF na Ucrânia, descreveu o clima de tensão e medo durante o ataque: “No escuro, dos porões e [abrigados nas] bases das escadarias, ouvíamos os drones de ataque russos passando pelo centro de Kiev, sem saber o que atingiriam, mas plenamente conscientes de que, mais uma vez, civis e infraestruturas civis seriam atingidos — e foram”.
Ele acrescentou: “Começamos um novo dia, mais uma vez, em estado de choque e horror, diante do fato de que equipes das ambulâncias e de emergência precisariam retirar as pessoas do que sobrou de prédios residenciais destruídos e que precisariam salvar a vida dos próprios colegas que foram alvos do ataque”.
Este episódio se soma à escalada de violência que continua a afetar a vida cotidiana em Kiev, evidenciando os desafios para garantir atendimento médico rápido e seguro em meio à destruição e ao risco constante para civis e profissionais de saúde.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



