Pets na Copa: cuidados essenciais para a torcida em casa

Alimentos e barulhos comuns nas comemorações podem prejudicar cães e gatos; veja dicas para proteger seu pet

Assistir aos jogos da Copa em casa é um momento de celebração que reúne amigos, familiares e, muitas vezes, os pets. No entanto, a presença de alimentos e bebidas típicos dessas ocasiões pode representar riscos à saúde de cães e gatos, mesmo em pequenas quantidades.

Alimentos e bebidas que devem ser evitados

A médica-veterinária Amanda Arsoli, da Adimax, destaca que o ideal é oferecer aos animais apenas alimentos desenvolvidos para sua espécie. Embutidos como salame, presunto e mortadela, carnes muito temperadas, petiscos gordurosos, chocolates e bebidas alcoólicas são especialmente perigosos.

Além disso, refrigerantes zero açúcar, bebidas com cafeína, à base de cola ou guaraná, energéticos e bebidas adoçadas podem causar desde desconfortos gastrointestinais até intoxicações graves. Frutas secas, castanhas e amendoim, comuns em festas, também merecem atenção, pois são calóricos e podem conter xilitol, um adoçante extremamente tóxico para cães.

A pipoca, quando preparada sem sal e temperos, geralmente não oferece riscos, mas as versões consumidas em eventos sociais, que incluem manteiga, óleo e condimentos, não são recomendadas para pets.

Principais sintomas e perigos

Alimentos que contêm alho e cebola, presentes em embutidos e temperos, podem causar alterações sanguíneas graves, como anemia hemolítica, com sintomas como apatia, fraqueza, mucosas pálidas, respiração acelerada, urina escurecida e icterícia.

O álcool, a cafeína e a teobromina são altamente tóxicos para cães e gatos, podendo provocar vômitos, diarreia, convulsões, problemas cardíacos e até a morte em casos mais severos.

Ambiente seguro para os pets durante os jogos

Além dos cuidados alimentares, o ambiente durante as partidas pode ser estressante para os animais. Fogos de artifício, gritos, apitos, música alta e grande movimentação podem causar medo e ansiedade.

Para minimizar o estresse, recomenda-se manter o pet em um local seguro, tranquilo e familiar, afastado da agitação. Fechar portas e janelas, reduzir estímulos sonoros quando possível e disponibilizar caminha, água, brinquedos e objetos conhecidos ajudam a proporcionar conforto.

É importante também evitar forçar contato com visitantes ou expor o animal ao barulho, especialmente se ele já demonstra sinais de medo, como tremores, tentativa de fuga, salivação excessiva, respiração ofegante, esconder-se ou agitação. Em casos de medo intenso, a orientação é buscar ajuda de um médico-veterinário para avaliar medidas complementares.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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