Indígena de Roraima assina crédito rural no Planalto
Ana Karoliny Siqueira Calleri é a primeira indígena de Roraima a acessar o Pronaf A Indígena e investirá na cultura do café
A indígena Ana Karoliny Siqueira Calleri, da Comunidade Indígena Kauwe, em Boa Vista (RR), assinou nesta terça-feira (30) um contrato de crédito rural com o Banco da Amazônia para implantar a cultura do café. Ela é a primeira indígena de Roraima a acessar o Pronaf A Indígena.
A formalização ocorreu no Palácio do Planalto, durante o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, evento que reuniu iniciativas para fortalecer a agricultura familiar, ampliar o acesso ao crédito e promover a inclusão produtiva no campo.
Pronaf A Indígena: crédito com condições diferenciadas
O Pronaf A Indígena é uma linha de crédito rural destinada a povos indígenas, comunidades quilombolas e assentados da reforma agrária, oferecendo condições especiais de financiamento. O novo Plano Safra prevê medidas específicas para esses grupos, incluindo:
- elevação do limite de crédito de R$ 50 mil para R$ 55 mil;
- mais recursos para assistência técnica e extensão rural;
- redução das taxas de juros;
- bônus para quem realiza pagamentos em dia.
Para o Banco da Amazônia, a assinatura do contrato simboliza seu papel estratégico na execução das políticas públicas de crédito rural na Amazônia Legal, apoiado pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), pelo Pronaf e pela ampla rede de atendimento na região.
Crédito rural como instrumento de desenvolvimento
Durante a cerimônia, o superintendente de Rede, Varejo, Microcrédito e Agricultura Familiar do Banco da Amazônia, André Vargas, destacou que a presença da instituição ao lado de agricultoras familiares da região Norte demonstra avanços na ampliação do acesso ao crédito e na inclusão produtiva. Ele ressaltou a desburocratização do processo e o papel da assistência técnica para que os recursos gerem emprego e renda.
Ana Karoliny ressaltou o significado da assinatura para sua trajetória e para outras mulheres indígenas. Ela afirmou que, até pouco tempo, o acesso ao crédito rural era distante para muitos povos indígenas, e que a formalização do contrato representa um passo importante para o desenvolvimento da comunidade e do estado.
Ela também destacou a representatividade feminina nas aldeias e o potencial da produção agrícola para melhorar a qualidade dos produtos e o desenvolvimento local. Ao incentivar outras mulheres indígenas, reforçou a importância de buscar informação e acessar as políticas públicas disponíveis.
Outra agricultora da Amazônia em destaque
A agenda contou ainda com a participação da produtora rural Priscila Dutra de Mello, do Amapá, cliente do Banco da Amazônia beneficiada por financiamento via Pronaf para investimento na cultura da mandioca, além de custeio agrícola para insumos, equipamentos e assistência técnica.
À frente da produção da Farinha Piririm, Priscila relatou que o crédito foi fundamental para ampliar o negócio e agregar valor aos produtos. Ela afirmou que, antes de acessar o Pronaf Agroindústria, tinha apenas um produto nas gôndolas dos supermercados; hoje, conta com nove itens.
O Banco da Amazônia informou que divulgará em breve dados consolidados sobre sua atuação no novo ciclo do Plano Safra, com foco na produção rural, agricultura familiar, pequenos negócios e desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



