95% dos brasileiros vivem com preocupação financeira
Pesquisa com 8.391 pessoas aponta que dinheiro lidera o ranking de preocupações, enquanto 53% estão endividados ou sem renda suficiente.
O dinheiro continua no topo das preocupações dos brasileiros. É o que mostra a 5ª edição do Raio-X da Saúde Financeira dos Brasileiros, pesquisa da Onze em parceria com a Icatu Seguros, que aponta que 95% dos entrevistados têm algum tipo de preocupação financeira.
Emergência, contas e dívidas pesam no orçamento
O levantamento ouviu 8.391 pessoas de todo o país entre 26 de maio e 1º de junho e revela um retrato de instabilidade no bolso. O medo mais citado é não ter dinheiro para lidar com emergências, apontado por 58% dos participantes. Depois aparecem a dificuldade de pagar as contas do mês (33%), a preocupação em garantir um futuro melhor para os filhos (25%) e a incapacidade de quitar dívidas ou limpar o nome (22%).
Na prática, a situação aparece ainda mais apertada para boa parte dos brasileiros: 53% dizem não ter renda suficiente para cobrir os gastos mensais ou estar endividados e/ou com o nome negativado. Dentro desse grupo, 27% estão com restrições de crédito e 26% afirmam que a renda mensal não dá conta das despesas.
Cartão de crédito lidera entre as dívidas
Entre as dívidas mais citadas estão cartão de crédito (60%), empréstimo pessoal (30%), consignado CLT (26%), financiamento (17%) e contas básicas em atraso (14%). O estudo também mostra que 78% dos entrevistados têm ao menos um dependente total ou parcial da própria renda, o que ajuda a explicar por que o orçamento fica tão pressionado.
Outro dado que chama atenção é o silêncio dentro de casa: 53% dizem que conversavam ou conversam raramente sobre dinheiro no ambiente familiar, seja entre pais e filhos ou responsáveis.
Sem reserva e sem proteção
A falta de colchão financeiro também aparece com força. Mais da metade dos entrevistados, 56%, afirma não ter reserva de emergência. Além disso, 63% não possuem qualquer tipo de proteção financeira para situações como morte ou invalidez, e 89% nunca buscaram consultoria ou orientação especializada para organizar as finanças ou sair das dívidas.
Na visão da pesquisa, esse cenário reforça a importância de educação financeira, planejamento e proteção para momentos inesperados — especialmente quando a renda da família já está comprometida.
Preocupação chega até a aposentadoria
O futuro também preocupa. Segundo o levantamento, 34% acreditam que continuarão trabalhando após se aposentar por necessidade financeira. Outros 28% afirmam que pretendem depender exclusivamente da renda do INSS.
Os resultados mostram que, para muita gente, o desafio não é apenas ganhar mais, mas conseguir organizar o presente e construir alguma segurança para o amanhã.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



