USP estuda risco de quedas em pessoas com Parkinson
Pesquisa acompanha pacientes para entender equilíbrio dinâmico e identificar sinais precoces de queda
Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) está focada em identificar fatores que antecipam a perda de equilíbrio em pessoas com doença de Parkinson, visando prevenir quedas e suas consequências. O estudo é conduzido pela fisioterapeuta Erica Tardelli, presidente da Associação Brasil Parkinson (ABP) e doutoranda do Programa de Ciências da Reabilitação da USP.
Importância do equilíbrio dinâmico no Parkinson
O foco da pesquisa é o equilíbrio dinâmico, que se refere à capacidade de manter o controle corporal durante atividades cotidianas, como caminhar, virar ou mudar de posição. O objetivo é compreender se o declínio desse equilíbrio está mais relacionado a fatores motores ou cognitivos.
Erica Tardelli destaca que a meta é encontrar marcadores simples e acessíveis para identificar precocemente quem tem maior risco de queda, possibilitando intervenções antes da perda de autonomia.
Quedas frequentes e impacto na qualidade de vida
Dados da Associação Brasil Parkinson indicam que cerca de 60% das pessoas com Parkinson sofrem quedas, sendo que dois terços enfrentam episódios recorrentes. A incidência é aproximadamente o dobro da observada entre idosos sem a doença, e o risco de fratura de quadril pode ser até quatro vezes maior.
Além das consequências físicas, o medo de cair afeta diretamente a qualidade de vida, levando à redução da mobilidade, isolamento social e agravamento dos sintomas, comprometendo a autonomia dos pacientes.
Sintomas precoces e necessidade de prevenção
Embora o tremor seja o sintoma mais conhecido do Parkinson, alterações no sono, depressão, constipação intestinal e mudanças cognitivas podem surgir anos antes do diagnóstico. Quando a doença é identificada, estima-se que entre 60% e 70% das células produtoras de dopamina já tenham sido perdidas.
Por isso, o estudo da USP busca antecipar fatores de risco para ampliar estratégias de prevenção. Erica Tardelli ressalta a importância de mudar a abordagem atual, que muitas vezes inicia intervenções apenas após a ocorrência de quedas, propondo uma atuação preventiva.
A pesquisa também representa um avanço institucional para a Associação Brasil Parkinson, ampliando seu papel na produção e disseminação de conhecimento científico voltado às pessoas que convivem com a doença.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



