Preços de órteses e próteses sobem em maio

Índice OPME registrou a segunda alta seguida em 2026, mas ainda acumula queda no ano e mostra estabilidade nos custos hospitalares.

Os preços de órteses, próteses e materiais especiais usados em hospitais brasileiros voltaram a subir em maio de 2026, mas sem mudar o quadro geral do setor. Segundo o Índice OPME, desenvolvido pela Fipe com base em dados transacionais da Bionexo Tasy, a alta foi de 0,27% no mês — a segunda consecutiva —, embora o acumulado do ano ainda siga negativo.

Alta recente, mas cenário ainda é de acomodação

Depois do avanço de 0,12% em abril, o indicador registrou nova recomposição em maio. Mesmo assim, o índice acumula queda de 1,03% em 2026, o que reforça a leitura de um mercado com oscilações pontuais, sem pressão generalizada de custos sobre os hospitais.

No recorte de 12 meses, o resultado voltou ao campo positivo, com alta de 0,21%. Ainda assim, o comportamento continua bem mais contido do que o de outros indicadores da economia. No mesmo período, o IPCA acumulou 4,72% e o IGP-M avançou 1,95%.

O que puxou a variação

Entre as especialidades monitoradas, os maiores avanços em maio vieram de produtos ligados ao sistema cardiocirculatório (+0,79%), sistema urinário (+0,41%), sistema musculoesquelético e articulações (+0,20%) e outras especialidades (+0,52%).

Na outra ponta, houve recuos nos segmentos de sistema genital e reprodutor (-0,81%), sistema digestivo e anexos (-0,79%), sistema nervoso central e periférico (-0,74%) e cabeça e pescoço (-0,73%).

Para a Fipe, a valorização do real frente ao dólar também ajuda a explicar parte desse movimento. Em maio, a moeda norte-americana recuou 0,98%, acumulando queda de 8,61% no ano e de 12,06% em 12 meses. Como o setor depende de produtos importados e tecnologias de maior valor agregado, essa variação costuma aliviar custos.

Leitura para o setor de saúde

Na avaliação apresentada no material, o comportamento de maio confirma uma recomposição pontual de preços, mas não indica mudança estrutural de tendência. Ou seja: há melhora em alguns itens, mas o ambiente segue exigindo negociação, uso de dados e disciplina na gestão de compras hospitalares.

No acumulado de 2026, apenas os segmentos de sistema digestivo e anexos (+0,68%) e sistema urinário (+0,28%) registram alta. Já as maiores quedas aparecem em cabeça e pescoço (-3,81%), sistema musculoesquelético e articulações (-2,02%), sistema nervoso central e periférico (-1,05%) e sistema cardiocirculatório (-0,68%).

Na série histórica iniciada em janeiro de 2017, o Índice OPME acumula queda de 1,21%, o que sugere estabilidade de longo prazo nos preços negociados entre fornecedores e hospitais brasileiros.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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