Malta revela sua história de guerra em museus
Fortes, túneis, objetos e naufrágios ajudam a contar como o arquipélago resistiu a ataques na Segunda Guerra Mundial.
Malta guarda, em diferentes museus e construções históricas, uma parte marcante da sua identidade: a resistência aos ataques sofridos ao longo das guerras, especialmente na Segunda Guerra Mundial. Entre túneis, fortalezas, documentos e objetos preservados, o arquipélago no Mediterrâneo transforma sua memória militar em um roteiro que ajuda a entender por que a ilha foi tão disputada.
Lascaris War Rooms: túneis sob Valletta
A poucos metros dos Upper Barraka Gardens, em Valletta, ficam as Lascaris War Rooms, instaladas 45 metros abaixo do solo. O complexo começou a ser construído em 1940, sob domínio britânico, e foi ampliado até 1943 para abrigar o quartel-general conjunto das três forças armadas, protegido de ataques aéreos.
Ali funcionava a Sala de Operações do Setor de Caças, usada durante a Batalha de Malta, entre 1940 e 1943. Depois da guerra, o espaço ainda foi utilizado pela OTAN até 1977, para rastrear o movimento de submarinos soviéticos no Mediterrâneo. Hoje, os visitantes percorrem túneis escuros e salas reconstruídas, que recriam a atmosfera dos anos de conflito.
Forte de St Elmo e o museu nacional
Construído em 1552, o Forte de St Elmo nasceu para defender Valletta da armada otomana e foi ampliado ao longo dos séculos 17 e 18. Durante a Segunda Guerra Mundial, teve papel importante na defesa da ilha e sofreu o primeiro bombardeio aéreo em Malta, em 11 de junho de 1940.
Hoje, o local abriga o National War Museum, dividido em sete seções e com um acervo que percorre 7.000 anos de história militar maltesa. Entre os itens de destaque estão armaduras da Ordem de São João e dos turcos otomanos, além de peças ligadas à Segunda Guerra Mundial, como o Gloster Sea Gladiator N5520 FAITH, o jipe “Husky” de Roosevelt e a Cruz de Jorge.
Fortes, abrigo antiaéreo e mar de naufrágios
Outro ponto importante é o Forte de Santo Ângelo, em Birgu, que dominava o Grand Harbour e foi alvo de 69 impactos diretos durante a Segunda Guerra Mundial. Também vale conhecer The Malta at War Museum, instalado sobre um abrigo antiaéreo escavado na rocha, com documentos, medalhas, uniformes e lembranças do Blitz de Malta.
Para quem gosta de história subaquática, o fundo do mar da ilha também preserva vestígios de guerra. Entre os naufrágios citados estão o HMS Olympus, o Schnellboot S-31, o SS Polynesien, o SS Luciston, o ORP Kujawiak, o Spitfire Mark Vc e o HMS Southwold.
Malta mostra que sua história não está só nos livros: ela também vive em fortalezas, túneis e no fundo do mar.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



