Bienal de Curitiba destaca arte interativa no MON

Sala 1 reúne obras do Brasil, Colômbia, Bolívia e Macau em diálogo com IA, ancestralidade, meio ambiente e linguagem até 15 de novembro

A 16ª Bienal Internacional de Curitiba segue ocupando o Museu Oscar Niemeyer com propostas que misturam arte, tecnologia e participação do público. Na Sala 1, três exposições aproximam artistas do Brasil, Colômbia, Bolívia e Macau em torno de temas como inteligência artificial, ancestralidade, linguagem e meio ambiente.

O conjunto integra a programação da Bienal sob o tema LIMIARES, conceito curatorial de Adriana Almada e Tereza de Arruda que propõe olhar para as fronteiras em transformação entre natureza e tecnologia, memória e futuro, humano e inteligência artificial.

O que ver na Sala 1 do MON

Uma das mostras em destaque é “Matéria, Corpo e Linguagem”, que reúne três artistas mulheres de Macau, região administrativa da China. A exposição marca uma parceria inédita entre a Bienal de Curitiba e a Bienal Internacional de Arte de Macau, ampliando o intercâmbio cultural entre Brasil e Ásia.

As obras de Peng Yun, Bianca Lei e Gao Fuyan abordam vigilância digital, preservação de identidades culturais e os efeitos da inteligência artificial sobre a linguagem e a percepção humana. O texto curatorial assinado por Margarida Saraiva, em parceria com Tereza de Arruda, resume a provocação central da mostra: “Como nos mantemos humanos quando a tecnologia reconfigura a percepção, a linguagem e a identidade?”.

Entre os trabalhos mais interativos da Bienal está “Fragmentos do Tempo – Teatro do Rosto”, de Gao Fuyan. Na instalação, o visitante entra na obra: o rosto é capturado, projetado, impresso e depois triturado diante dos olhos de quem participa. O gesto transforma a imagem em matéria efêmera e lança um olhar inquieto sobre identidade, memória e vigilância.

Natureza, algoritmos e saberes ancestrais

A programação da Sala 1 também apresenta “El Mato”, do colombiano Camilo Echeverri. Desenvolvida a partir de viagens à Amazônia, a videoinstalação reúne vídeo, desenho, pintura e inteligência artificial para refletir sobre a relação entre floresta e universo digital.

Já a artista boliviana Sandra De Berduccy | aruma mostra “aruma: O têxtil resplandecente”, trabalho que aproxima técnicas tradicionais de tecelagem, sensores e recursos digitais. A proposta faz do tecido uma tecnologia do conhecimento e valoriza saberes ancestrais andinos em diálogo com linguagens contemporâneas.

Segundo a curadoria, a força da Sala 1 está justamente em mostrar que a tecnologia pode nascer de muitos lugares: de um algoritmo, de um tear ancestral, de uma língua em risco ou do encontro entre corpo e máquina. É esse tipo de experiência que tem ajudado a atrair o público ao MON — só no último domingo, mais de 4 mil pessoas passaram pelo museu.

A visitação da 16ª Bienal Internacional de Curitiba segue até 15 de novembro de 2026, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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