Parkinson: tratamento e apoio em foco em evento da AMRIGS

Brain Week 2026 reuniu especialistas, familiares e cuidadores para discutir diagnóstico, exercício físico, mindfulness e qualidade de vida.

A Doença de Parkinson foi o tema central de um encontro realizado na Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) durante a Brain Week 2026, em Porto Alegre. O evento reuniu especialistas, profissionais da saúde, familiares e cuidadores para discutir aspectos fundamentais do diagnóstico, tratamento e convivência com a condição.

Abordagem integral e crescente prevalência

Na abertura, o presidente da AMRIGS, Dr. Gerson Junqueira Jr., ressaltou a importância de iniciativas que aproximem o conhecimento científico da comunidade e das equipes de saúde, destacando o papel do Brain Week na ampliação do debate sobre o cérebro e suas doenças.

O neurologista Dr. Carlos Rieder conduziu a palestra inicial, explicando o que é a Doença de Parkinson e alertando para o aumento expressivo dos casos. Ele destacou que, embora distinta da Doença de Alzheimer, o Parkinson afeta significativamente a autonomia, mobilidade e bem-estar, especialmente em pessoas acima dos 60 anos. Estudos populacionais brasileiros indicam uma prevalência superior a 1% nessa faixa etária, podendo chegar a 2% a 3% em algumas regiões, dados relevantes para políticas públicas de saúde.

Exercício físico e estilo de vida ativo

A neurologista Sheila Trentin abordou o tratamento da doença, enfatizando que, embora os medicamentos sejam essenciais para controlar os sintomas, eles não curam nem impedem a progressão da doença. Ela ressaltou o papel central da prática regular de exercícios físicos para melhorar mobilidade, equilíbrio, força muscular, autonomia e qualidade de vida.

O evento também contou com a participação de Julia Hoffmann, Josieli Fraga e Eduarda Sorgato, que discutiram a importância de hábitos saudáveis e rotina ativa. A caminhada nórdica foi apresentada como uma estratégia eficaz para auxiliar no equilíbrio, coordenação motora e segurança dos movimentos, utilizando bastões que ampliam os pontos de apoio e favorecem uma marcha mais estável. Josieli Fraga destacou que o aprendizado dessa prática estimula a neuroplasticidade, ativando novas conexões cerebrais, o que é fundamental na reabilitação.

Mindfulness, música e rede de apoio

Eduarda Sorgato conduziu uma dinâmica interativa com música e movimentos, envolvendo o público em uma experiência prática. A psicóloga Júlia falou sobre mindfulness, ressaltando a importância de estar presente no momento atual para lidar com preocupações e ansiedade.

O encerramento foi marcado pelo painel “Viver com Parkinson: histórias e rede de apoio”, conduzido por Luiz Carlos Leal, que valorizou relatos e experiências que ampliam a compreensão sobre a doença. Neusa Chardosim, presidente da Associação de Parkinson do Rio Grande do Sul, destacou o papel fundamental da família e dos cuidadores na organização da rotina, suporte emocional e construção de um ambiente acolhedor e seguro.

O encontro evidenciou que informação, acompanhamento multidisciplinar e apoio são essenciais para enfrentar os desafios do Parkinson e preservar a qualidade de vida dos pacientes.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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