Medo de dentista: como lidar com a odontofobia
Levantamento do CFO e ABIMO revela diferenças no acesso ao dentista; especialistas indicam técnicas para enfrentar o medo
O medo de ir ao dentista é uma realidade para muitas pessoas e pode evoluir para a odontofobia, um receio que limita o acesso ao atendimento odontológico. Dados de um levantamento do Conselho Federal de Odontologia (CFO), em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO), indicam que 75% dos pacientes com ensino superior buscam atendimento com cirurgiões-dentistas, enquanto esse índice cai para 54% entre aqueles com escolaridade básica.
Origens e impacto do medo
A presidente da Câmara Técnica de Terapia Floral do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Dra. Nanci Spinelli, explica que o medo de ir ao dentista tem raízes históricas, pois os procedimentos odontológicos no passado eram dolorosos e precários. Apesar dos avanços em anestesias e materiais, esse temor persiste no inconsciente coletivo e pode afetar até crianças, que desenvolvem traumas ao ouvir relatos negativos.
Segundo a especialista, o medo é uma reação natural do ser humano, mas torna-se prejudicial quando impede cuidados essenciais com a saúde bucal. Adiar consultas pode levar à piora de problemas, como dores e outras complicações que, se não tratadas, podem resultar em perda dentária.
Identificando a odontofobia
Pessoas com medo do dentista podem apresentar insegurança, ansiedade, impaciência e histórico de traumas relacionados ao atendimento odontológico. Reconhecer esses sinais é fundamental para buscar ajuda adequada e evitar que o medo comprometa a saúde.
Para enfrentar a odontofobia, a Dra. Nanci recomenda aceitar o medo, expor-se gradualmente à situação temida e controlar as emoções. Técnicas como respiração, meditação e yoga são úteis, e em casos mais graves, o acompanhamento psicológico pode ser necessário para garantir uma vida normal.
Terapias e recursos no consultório
Consultórios modernos utilizam recursos como música, podcasts, Terapia Floral, hipnose, acupuntura e fitoterapia para ajudar a aliviar a tensão emocional durante o atendimento. A Terapia Floral, em especial, é indicada para tratar sintomas físicos e emocionais relacionados à boca, como medo, ansiedade, estresse, baixa autoestima, bruxismo e hábitos prejudiciais.
Por exemplo, crianças que usam chupeta podem apresentar alterações no posicionamento dos dentes, e a Terapia Floral pode auxiliar na redução da preocupação dos pais e no abandono do hábito, facilitando o tratamento odontológico.
É importante destacar que, mesmo com medo, o acompanhamento odontológico deve ser mantido para prevenir complicações e preservar a saúde bucal.
Em suma, sentir receio antes de uma consulta é comum, mas evitar o dentista por medo pode comprometer a saúde. O caminho para superar a odontofobia envolve acolhimento, orientação profissional e, quando necessário, apoio psicológico e terapias complementares.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



