Telessaúde no Brasil já soma quase 8 milhões de atendimentos
Painel da Saúde Digital Brasil, em parceria com a Serasa Experian, aponta 7,98 milhões de atendimentos e resolutividade de 72,96%
A telessaúde deixou de ser apenas uma resposta à pandemia e passou a ocupar um lugar mais estável no cuidado com a saúde no Brasil. Segundo a atualização mais recente do Painel de Indicadores da Saúde Digital Brasil (SDB), desenvolvida em parceria com o Datalab da Serasa Experian, o país já registrou 7,98 milhões de atendimentos entre 2020 e 2025.
O dado mais chamativo, porém, está na taxa de resolutividade de 72,96%. Na prática, isso significa que a maior parte das demandas foi resolvida no ambiente digital, sem necessidade de encaminhamento presencial.
O que o painel mostra sobre a saúde digital
A plataforma é apresentada como a primeira iniciativa nacional a consolidar um retrato da telessaúde no país, com dados anonimizados enviados por empresas privadas que atuam como provedoras de saúde digital, incluindo organizações que também atendem o SUS.
Entre os formatos monitorados, a teleconsulta responde por 97% dos atendimentos, enquanto o telemonitoramento representa 3%. Os serviços acontecem por diferentes canais, como videoconferência, áudio e chat, o que indica a consolidação de um modelo híbrido de cuidado.
Por que isso importa para as pacientes
Para quem precisa de orientação rápida, acompanhamento contínuo ou acesso a especialistas em regiões com menos oferta de serviços, a telessaúde pode reduzir deslocamentos desnecessários e aliviar a pressão sobre o atendimento presencial. O painel também aponta expansão em diferentes perfis etários e populacionais, mostrando que o uso do atendimento digital já se incorporou a rotinas de pacientes, operadoras, empresas e instituições de saúde.
O levantamento destaca ainda a diversidade de financiamento do setor. Os planos de saúde concentram 42% dos atendimentos registrados, seguidos pelos benefícios corporativos, com 31%. O painel também inclui atendimentos realizados com recursos públicos (8%) e particulares (1%).
Onde a telessaúde mais avançou
Geograficamente, o Sudeste concentra a maior parte dos atendimentos, mas o avanço aparece em várias regiões do país. São Paulo lidera com 2,3 milhões de atendimentos, seguido por Rio de Janeiro (0,7 milhão), Minas Gerais (0,4 milhão), Santa Catarina (0,4 milhão) e Distrito Federal (0,3 milhão).
Segundo o painel, o próximo passo será incorporar os dados de 2026 em uma nova atualização prevista para o fim deste ano. A SDB afirma que indicadores confiáveis são essenciais para apoiar decisões clínicas, regulatórias e estratégicas no setor.
Como resume Carlos Pedrotti, presidente da SDB e Gerente Médico do Centro de Telemedicina do Hospital Albert Einstein: “O Painel fornece evidências fundamentais para orientar políticas públicas, embasar decisões de investimento e ampliar a compreensão do impacto real da telessaúde na democratização do acesso à saúde no Brasil”.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



