Ouvir equipes pode evitar perdas bilionárias
Pesquisa aponta que só 39% dos profissionais brasileiros se dizem engajados; silêncio organizacional e rotatividade ajudam a explicar o prejuízo.
Em tempos de transformação digital e pressão por resultados, um ponto segue decisivo dentro das empresas: ouvir de verdade quem está na operação. Um artigo de Paulo Humaitá chama atenção para o custo de ignorar a inteligência coletiva das equipes e relaciona esse problema a perdas bilionárias para a economia brasileira.
Engajamento em baixa, impacto em alta
Segundo a 3ª edição da pesquisa Engaja S/A, realizada pela Flash em parceria com a FGV EAESP, apenas 39% dos profissionais brasileiros se dizem engajados — o pior índice da série histórica e cinco pontos percentuais abaixo do registrado em 2024. Pela primeira vez, o estudo calculou o efeito econômico desse cenário: a combinação de rotatividade e presenteísmo gera perdas estimadas em R$ 77 bilhões por ano, o equivalente a 0,66% do PIB nacional.
Na prática, isso ajuda a explicar por que tantas empresas ainda patinam quando o assunto é inovação, produtividade e retenção de talentos. Quando a equipe não se sente ouvida, tende a participar menos, propor menos e se comprometer menos com a solução de problemas.
O silêncio organizacional também custa caro
O texto destaca que parte desse quadro está ligada à cultura organizacional. Dados do Relatório Global da Fearless Organization sobre segurança psicológica nas empresas brasileiras, divulgado em 2025, mostram que cerca de 40% a 45% dos colaboradores relatam medo de sofrer consequências negativas ao expressar opiniões ou apontar problemas.
Esse ambiente favorece o chamado “silêncio organizacional”: profissionais que evitam sugerir melhorias, se expor ou questionar processos, entregando apenas o básico. Para o artigo, inovação depende justamente do oposto — espaços em que diferentes vozes possam participar das decisões e contribuir com soluções reais.
Quando a escuta vira resultado
O texto cita a experiência da Construtora Tenda como exemplo. Em um programa de intraempreendedorismo, colaboradores de várias áreas foram estimulados a propor e testar projetos. Uma iniciativa nascida da percepção de um profissional da linha de frente reduziu o tempo médio de um processo de compras de cinco dias para um dia e tem potencial de gerar economia anual de R$ 1,2 milhão.
O caso reforça uma ideia central do artigo: escutar equipes não é apenas uma ação de clima interno, mas uma estratégia de negócio.
Tecnologia ajuda, mas cultura decide
O texto também cita o IBM CEO Study, pesquisa da IBM com 3 mil CEOs de 30 países e 26 setores, segundo a qual 64% dos executivos acreditam que o sucesso com inteligência artificial dependerá mais da adesão das pessoas do que da tecnologia em si.
Ou seja: não basta adotar ferramentas novas se a empresa não cria condições para que as pessoas contribuam com seu conhecimento e experiência. No fim, o recado é direto — organizações que valorizam a escuta ativa tendem a ganhar eficiência, inovação e vantagem competitiva.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



