Automedicação no Brasil: riscos que podem atrasar diagnósticos

Pesquisa revela que 38% se automedicam antes de buscar ajuda médica; especialista alerta para perigos à saúde

A automedicação permanece uma prática comum entre os brasileiros, conforme revela a pesquisa Opinion Box – Uso de Medicamentos no Brasil 2026. Segundo o levantamento, 38% dos entrevistados afirmam que costumam se automedicar inicialmente e só buscam atendimento médico caso não apresentem melhora.

O estudo também indica que a decisão de tomar remédios é rápida: 42% recorrem imediatamente a medicamentos que já conhecem ao perceber os primeiros sintomas. Além disso, 24% tomam remédios assim que sentem os primeiros sinais, enquanto 25% esperam algumas horas antes de decidir. Apenas 18% aguardam um dia e 7% esperam dois dias ou mais.

Riscos da automedicação

Para a infectologista do São Cristóvão Saúde, Dra. Michelle Zicker, a automedicação pode parecer uma solução prática, mas traz riscos importantes. Ela alerta que o uso de medicamentos sem avaliação profissional pode mascarar sinais clínicos relevantes e atrasar o diagnóstico correto, comprometendo o tratamento.

Um dos principais perigos é a intoxicação medicamentosa, que ocorre pelo uso excessivo ou inadequado de remédios, podendo causar complicações graves e até levar à morte em casos extremos.

Interações, alergias e resistência bacteriana

A especialista também destaca as interações medicamentosas, que podem anular efeitos terapêuticos ou potencializar reações adversas perigosas. Além disso, qualquer medicamento pode desencadear reações alérgicas inesperadas, mesmo em pessoas sem histórico prévio.

Outro ponto crítico é o uso indiscriminado de antibióticos, que contribui para a resistência bacteriana, um problema global de saúde pública.

Na pesquisa, apenas 18% dos entrevistados afirmam usar exclusivamente medicamentos prescritos por médicos. Já 32% recorrem a remédios apenas em casos mais graves, e 11% optam por tratamentos fitoterápicos, homeopáticos ou caseiros.

Importância da avaliação médica

Dra. Michelle reforça que nem todo sintoma exige medicação imediata, e que remédios que funcionaram anteriormente podem não ser adequados para novos quadros. A avaliação médica é essencial para identificar a causa real do problema e indicar o tratamento mais seguro.

Em um cenário onde a automedicação é frequente, a conscientização sobre o uso responsável de medicamentos é fundamental para evitar complicações e garantir cuidados adequados.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 52 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar