Itens de segunda mão ganham espaço e economizam

Consumo circular cresce em eletrônicos, móveis e eletrodomésticos e aparece como alternativa para gastar menos e reduzir impactos ambientais.

Comprar um celular recondicionado, trocar o novo pelo seminovo ou investir em móveis usados já deixou de ser uma solução de nicho. A economia circular avança como uma resposta prática para quem quer gastar menos, acessar produtos de qualidade e reduzir impactos ambientais ao mesmo tempo.

Segunda mão deixa de ser exceção

O consumo de itens usados, seminovos e recondicionados vem ganhando espaço em categorias que vão muito além da moda. Eletrônicos, móveis, eletrodomésticos e até automóveis entram com mais força em circuitos de revenda, recondicionamento e reaproveitamento.

Segundo o material, o mercado global de roupas de segunda mão deve alcançar US$ 367 bilhões até 2029, de acordo com relatório da ThredUp em parceria com a GlobalData. Mas a tendência já se espalha para outros segmentos e reflete uma mudança mais ampla no comportamento do consumidor.

Economia e sustentabilidade no mesmo carrinho

Na lógica do consumo circular, quanto mais tempo um produto permanece em uso, menor a necessidade de matérias-primas, energia e processos industriais para fabricar um novo item. Isso ajuda a reduzir desperdícios e a pressão sobre recursos naturais.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) aponta que a extração e o processamento de recursos naturais respondem por mais da metade das emissões globais de gases de efeito estufa e por mais de 90% da perda de biodiversidade e do estresse hídrico no planeta.

Ou seja: estender a vida útil de um produto não é apenas uma escolha econômica. Também pode ser uma forma concreta de diminuir o impacto ambiental do consumo.

O que entra nesse circuito

Parte desse movimento vem de produtos que retornam ao mercado após trocas, devoluções ou pequenas avarias estéticas. São casos como geladeiras com riscos leves, notebooks fora da embalagem original e móveis de mostruário, que seguem funcionais, mas já não são vendidos como novos.

Também crescem os itens vindos de desativação de hotéis, apartamentos decorados e imóveis-modelo. Em muitos casos, móveis, eletrodomésticos e peças de decoração de alto padrão ganham nova vida com preços mais acessíveis do que os do varejo tradicional.

Impacto ambiental no radar

O reaproveitamento também é especialmente relevante para eletrônicos. Um estudo do Fraunhofer Institute indica que a reutilização e o recondicionamento desse tipo de produto podem reduzir entre 18% e 37% das emissões de gases de efeito estufa, dependendo do dispositivo. No caso dos smartphones, a economia chega a cerca de 37%, equivalente a aproximadamente 34,7 kg de CO2 por unidade.

Além disso, a ONU informa que a geração anual de lixo eletrônico cresce em 2,6 milhões de toneladas por ano e deve alcançar 82 milhões de toneladas até 2030.

Para a leitora, a mensagem é clara: comprar usado pode ser uma forma inteligente de consumir com mais consciência. E, quando há procedência confiável, garantia e boa descrição do estado do produto, essa escolha pode unir praticidade, economia e menos descarte.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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