Férias são hora de revisar a saúde ortodôntica infantil

Período com menos correria ajuda a notar sinais como ronco, respiração pela boca e dificuldade para mastigar antes da volta às aulas.

As férias escolares podem ser mais do que uma pausa na rotina: também são uma oportunidade para olhar com mais atenção para a saúde ortodôntica das crianças. Com a convivência mais próxima em casa, pais e responsáveis tendem a perceber sinais que muitas vezes passam despercebidos no corre-corre do ano letivo.

Sinais que merecem atenção

Ronco frequente, respiração pela boca, dificuldade para mastigar certos alimentos e queixas recorrentes de dores de cabeça estão entre os sinais que podem indicar a necessidade de uma avaliação com ortodontista. A ideia não é concluir que há um problema apenas por esses indícios, mas entender quando vale investigar melhor.

Segundo dados apresentados durante audiência pública da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal, com base em levantamento da Associação Brasileira de Ortodontia (ABOR), cerca de 68,4% das crianças brasileiras apresentam alterações que podem demandar algum tipo de tratamento ortodôntico.

Quando levar a criança ao ortodontista?

A recomendação citada no material é que a primeira avaliação com um ortodontista aconteça por volta dos 7 anos, fase em que a criança começa a ter dentes de leite e permanentes ao mesmo tempo. Nesse momento, o especialista pode observar alterações na mordida, no crescimento dos maxilares e na formação da face.

Nem sempre existe necessidade de iniciar um tratamento imediatamente. Em muitos casos, o acompanhamento precoce serve para monitorar o desenvolvimento e definir o melhor momento para uma possível intervenção.

Por que fazer isso nas férias pode ajudar?

Se houver indicação de tratamento, começar durante as férias pode tornar a adaptação mais tranquila. Os primeiros dias com aparelho costumam exigir ajustes, como sensibilidade temporária, mudanças na alimentação e mais cuidado com a higiene bucal.

Com menos pressão da rotina escolar, a família consegue acompanhar de perto essa fase inicial, e a criança tem mais tempo para se acostumar com os novos hábitos antes do retorno às aulas. Assim, ao voltar para a escola, ela já tende a estar mais segura para comer, conversar e manter os cuidados ao longo do dia.

Ortodontia vai além da estética

O material também reforça que a ortodontia não deve ser vista apenas como questão estética. Alterações na mordida e no desenvolvimento facial podem influenciar funções importantes, como respiração, mastigação, sono e bem-estar geral. Em alguns casos, isso pode até impactar disposição e concentração no dia a dia.

Por isso, as férias podem funcionar como um bom ponto de partida para observar hábitos, organizar consultas e entender se o desenvolvimento da criança está seguindo como esperado. Mais do que pensar em aparelho, o foco está em acompanhar a saúde bucal de forma preventiva.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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