Ceratocone: sinais que exigem atenção nos olhos

Doença pode avançar na infância e juventude; diagnóstico precoce ajuda a evitar cirurgia em até 90% dos casos, segundo especialistas.

No mês de conscientização sobre o ceratocone, um alerta ganha força: a doença ocular pode avançar silenciosamente e comprometer a visão ainda cedo, especialmente entre crianças, adolescentes e jovens adultos. Segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) citados pelo Hospital CEMA, cerca de 150 mil brasileiros descobrem ou convivem com a condição anualmente.

O ceratocone é uma doença crônica que afeta a córnea, a camada transparente que protege o olho. Sob influência de fatores genéticos e do atrito mecânico, como o ato de coçar os olhos, a córnea perde espessura e se curva para frente em formato cônico, distorcendo a visão e causando astigmatismo irregular e miopia acentuada.

Faixa etária e sintomas iniciais

A doença atinge principalmente crianças, adolescentes e jovens adultos entre 10 e 25 anos, período em que a visão embaçada pode ser confundida com aumento natural do grau, atrasando o diagnóstico correto.

Sinais que merecem atenção

O Hospital CEMA destaca quatro sinais iniciais que costumam passar despercebidos:

  • Coceira ocular crônica, frequentemente associada a alergias;
  • Troca frequente de óculos, com mudanças significativas em menos de um ano;
  • Visão borrada e distorcida, mesmo com correção óptica;
  • Fotofobia, ou sensibilidade intensa à luz.

Especialistas alertam que o hábito de coçar os olhos pode acelerar a progressão da doença, especialmente em pessoas com alergias respiratórias ou oculares.

Diagnóstico precoce e tratamento

Até 90% dos casos graves poderiam ser evitados com prevenção e acompanhamento adequado. Embora o ceratocone não tenha cura, tratamentos modernos como o crosslinking — que utiliza riboflavina (vitamina B2) e luz ultravioleta para fortalecer as fibras de colágeno da córnea — podem frear a progressão da doença, evitando a necessidade de transplante em muitos pacientes.

O acompanhamento inclui exames de alta tecnologia, como topografia e tomografia de córnea, que mapeiam em 3D a espessura e curvatura da córnea, detectando a doença antes dos sintomas visuais aparecerem. Consultas regulares são essenciais para monitorar a evolução e ajustar o tratamento.

O alerta é claro: mudanças frequentes na visão, coceira persistente ou dificuldade para enxergar mesmo com óculos devem motivar uma avaliação oftalmológica especializada. O diagnóstico precoce é fundamental para preservar a visão e evitar complicações graves.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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