UniCesumar acolhe imigrantes com educação e recomeço
Ações sociais com refugiados e a história de Marie France mostram como a universidade atua no acolhimento e na inclusão de quem recomeça no Brasil.
No Dia do Imigrante, celebrado em 25 de junho, a UniCesumar ressalta histórias de recomeço que envolvem acolhimento, educação e oportunidades. A instituição tem promovido ações sociais com refugiados ucranianos, venezuelanos e outros imigrantes atendidos em Maringá (PR), integrando formação acadêmica e impacto social.
Acolhimento que vai além da sala de aula
Uma das iniciativas destacadas é a Unimissional, programa parceiro da UniCesumar que combina formação acadêmica, vivências cristãs e atividades sociais. Semestralmente, o projeto realiza ações comunitárias, incluindo mobilizações voltadas ao cuidado direto com imigrantes e refugiados.
Em 2022, por exemplo, a Unimissional participou da recepção de famílias ucranianas refugiadas em Maringá, em parceria com a 2ª Igreja Presbiteriana Independente. A ação envolveu a organização, limpeza e montagem dos apartamentos destinados às famílias, além da preparação de um almoço de boas-vindas.
Outra frente de atuação ocorreu na Casa de Hospitalidade CA.Hope, vinculada à Jocum Maringá, que acolhe imigrantes por períodos determinados e oferece suporte para adaptação cultural, inserção no mercado de trabalho e reorganização da vida familiar. Estudantes da Unimissional colaboraram com atividades administrativas, educacionais, de saúde, direito, negócios, rodas de conversa, identidade visual, dinâmicas de ensino e melhorias estruturais no espaço, apoiando imigrantes venezuelanos.
Imersão e valorização cultural
Mais recentemente, em novembro de 2025, a Unimissional promoveu a ação “Somos Todos Imigrantes”, em parceria com o Instituto Sendas. A iniciativa proporcionou uma imersão na realidade de imigrantes e refugiados em Maringá e outras regiões do Brasil, com atividades de conscientização, workshops, acolhimento, valorização cultural e melhorias no espaço do instituto.
Essas ações reforçam que o Dia do Imigrante vai além do simbolismo, abrindo espaço para discutir pertencimento, adaptação e reconstrução de trajetórias por meio da educação e do apoio comunitário.
A história de Marie France
Além dos projetos sociais, a trajetória de Marie France, colaboradora haitiana da UniCesumar, exemplifica o tema. Há 11 anos, ela chegou a Maringá sem falar português, começou como zeladora na instituição e hoje atua como copeira da reitoria. Durante esse percurso, aprendeu o idioma, recebeu apoio de colegas e líderes e cresceu profissionalmente.
Marie também estendeu a educação à sua família. Com o benefício de desconto de 70% em cursos para colaboradores e seus familiares, matriculou o marido, Jean, e o filho Cleavens em Engenharia Elétrica, além do filho mais velho, Kervens, em Automação. Seu próximo sonho é cursar Gastronomia, área pela qual tem ligação desde o Haiti, onde trabalhava como cozinheira.
Marie resume sua experiência: “Comecei trabalhando somente na parte da manhã, para poder buscar a minha filha Thamara, na época bebê, na creche. Para mim, sempre foi muito gratificante trabalhar na UniCesumar. Foi aqui que eu tive a oportunidade de aprender cada vez mais e de ser acolhida por ótimas pessoas”.
Sua trajetória demonstra como acolhimento e educação podem caminhar juntos, transformando a chegada a um novo país em uma chance real de recomeço.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



