Pesquisa revela violência frequente contra mulheres trans e travestis

Levantamento DataSenado/Nexus destaca desrespeito e baixa busca por proteção entre brasileiras trans e travestis

A 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo DataSenado em parceria com a Nexus, trouxe um recorte específico sobre as experiências de mulheres trans e travestis no Brasil. A pesquisa ouviu 43 mulheres que se identificam como trans ou travestis, revelando que 56% delas vivenciaram situações compatíveis com violência nos últimos 12 meses.

Principais resultados

Apesar da maioria ter passado por episódios de agressão, apenas 4 entrevistadas (9%) reconheceram explicitamente terem sofrido violência de gênero. Esse dado evidencia como a violência pode ser naturalizada ou não nomeada pelas próprias vítimas.

Além disso, 38% das participantes relataram já terem sido mal atendidas em órgãos públicos devido à sua identidade como mulheres transgênero. A sensação de insegurança também é expressiva: 54% afirmaram ter se sentido desconfortáveis em espaços públicos no último ano.

Baixa procura por serviços de proteção

Entre as 32 mulheres que vivenciaram pelo menos um cenário de violência de gênero no último ano, apenas três buscaram algum serviço de proteção à mulher. Esse dado indica barreiras significativas no acesso à rede de apoio e acolhimento para esse grupo.

O levantamento também mostrou que 77% das entrevistadas conhecem alguma amiga, familiar ou pessoa próxima que já sofreu violência doméstica ou familiar, ressaltando a presença constante da violência de gênero em suas redes sociais.

Contexto e importância do estudo

Os dados fazem parte do Mapa Nacional da Violência de Gênero, que compila informações oficiais sobre violência contra a mulher no Brasil. O recorte dedicado a mulheres trans e travestis busca ampliar a compreensão sobre as especificidades enfrentadas por esse grupo, que sofre com o desrespeito, a discriminação e a dificuldade de acesso a serviços públicos.

Mais do que números, o estudo evidencia a necessidade de políticas públicas inclusivas que considerem as diferentes trajetórias e identidades das mulheres brasileiras, promovendo proteção e respeito a todas.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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