Pesquisa mostra por que brasileiros travam ao investir
Levantamento com 9.117 participantes aponta dificuldade com o processo e crenças equivocadas sobre o valor mínimo para começar.
Investir segue entre os objetivos financeiros de muitos brasileiros, mas uma nova pesquisa mostra que a barreira para começar ainda é grande. Segundo levantamento da fintech meutudo com 9.117 participantes, 41% já desistiram de investir por considerarem o processo complicado demais. Além disso, 44% acreditam que é preciso ter pelo menos R$ 500 para dar o primeiro passo.
Complexidade e desinformação afastam quem quer começar
O estudo, realizado em maio de 2026, ajuda a dimensionar como a percepção de dificuldade ainda pesa na decisão. Entre os participantes, apenas 14% disseram ter buscado ajuda e conseguido continuar, enquanto 41% afirmaram ter parado por não entender os termos ou o funcionamento dos investimentos.
O índice é ainda mais alto entre jovens de 25 a 34 anos: 46% já desistiram por achar o processo complicado demais. Na prática, isso mostra que o primeiro obstáculo nem sempre é a falta de dinheiro — muitas vezes, é a sensação de que investir é algo distante ou difícil demais para quem está começando.
O mito do valor mínimo para investir
Outro dado que chama atenção é a crença sobre quanto dinheiro seria necessário para começar. Para 44% dos entrevistados, o valor mínimo para investir seria de R$ 500 ou mais. Desses, 21% estimam que o mínimo ultrapasse R$ 2 mil. Entre pessoas com 55 anos ou mais, esse percentual sobe para 31%.
Mas a realidade do mercado é diferente. Produtos como o Tesouro Direto permitem aplicações a partir de R$ 30. Ainda assim, só 6% dos participantes sabiam que era possível investir com menos de R$ 50. O resultado ajuda a explicar por que tanta gente adia o primeiro aporte: antes mesmo de avaliar opções, já imagina que o investimento exige um valor alto demais.
Falta de informação também pesa
A pesquisa aponta ainda que 47% nunca buscaram nenhum conteúdo educativo sobre investimentos. Apenas 20% disseram procurar esse tipo de informação com frequência. Entre os maiores de 55 anos e os menores de 18 anos, 58% afirmaram nunca ter buscado material sobre o tema.
Esse dado reforça um ponto central da pesquisa: sem informação básica, crenças equivocadas tendem a se manter. E, quando isso acontece, o investimento continua parecendo mais complicado do que realmente é.
Intenção e prática nem sempre andam juntas
Quando perguntados sobre o principal objetivo ao investir, 44% citaram a criação de uma reserva de emergência, a resposta mais frequente em todas as faixas etárias. Mas, diante de uma folga real no orçamento, o comportamento muda: 39% priorizariam quitar dívidas ou limpar o nome, enquanto 32% começariam um investimento.
O levantamento indica que, mesmo com interesse em organizar a vida financeira, fatores emocionais e a falta de clareza ainda travam a decisão de começar. Para quem quer dar o primeiro passo, entender que investir pode ser mais simples — e mais acessível — do que parece já faz diferença.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



