Vacina contra HPV zera mortes por câncer de colo do útero em jovens na Inglaterra

Estudo na The Lancet associa alta cobertura vacinal à queda expressiva da mortalidade e reforça a prevenção precoce

Um estudo recente publicado na revista The Lancet trouxe dados animadores sobre a prevenção do câncer do colo do útero. Entre 2020 e 2024, nenhuma mulher entre 20 e 24 anos morreu pela doença na Inglaterra, um resultado atribuído à alta cobertura vacinal contra o HPV, vírus responsável pela maioria dos casos.

A pesquisa, conduzida pelo Cancer Research UK e pela Queen Mary University of London, aponta que a vacinação evitou aproximadamente 200 mortes desde sua implementação e reduziu em 80% a mortalidade entre mulheres jovens no período de 2015 a 2019.

Importância da vacinação precoce

Na Inglaterra, a vacina contra o HPV foi introduzida para meninas em 2008 e estendida para meninos em 2019. No Brasil, o imunizante está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos, faixa etária ideal para garantir proteção antes do contato com o vírus.

O oncologista Diocésio Andrade, da Oncoclínicas, destaca que “a vacinação contra o HPV é uma das ferramentas mais eficazes que temos para prevenir o câncer do colo do útero. Quando conseguimos imunizar a população antes da exposição ao vírus, reduzimos significativamente a chance de desenvolvimento de lesões que podem evoluir para a doença”.

Vacinação e rastreamento: estratégias complementares

Embora a vacinação seja fundamental, o rastreamento regular permanece essencial para detectar alterações precoces. O exame Papanicolau, recomendado para mulheres de 25 a 64 anos, permite identificar lesões pré-cancerosas e iniciar o tratamento adequado.

O câncer do colo do útero pode ser silencioso em suas fases iniciais, tornando os exames preventivos ainda mais importantes. Sintomas como dor durante a relação sexual, sangramento fora do período menstrual ou após a menopausa podem indicar alterações. Em estágios avançados, podem surgir anemia, dores nas pernas e costas, problemas urinários ou intestinais e perda de peso inexplicada.

O especialista reforça que a combinação entre vacinação, rastreamento e acesso à informação de qualidade é o caminho mais seguro para reduzir o impacto dessa doença que ainda representa um desafio para a saúde pública.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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