Medicamentos hospitalares sobem em maio, mas recuam no ano
Índice da Fipe e da Bionexo Tasy mostra segunda alta seguida em maio de 2026, embora os preços ainda acumulem queda no ano e em 12 meses.
Os preços dos medicamentos negociados entre fornecedores e hospitais brasileiros tiveram alta média de 0,12% em maio de 2026, segundo o Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H), da Fipe em parceria com a Bionexo Tasy. É a segunda alta mensal seguida, depois do avanço de 0,78% em abril, mas o dado mais importante é outro: no acumulado do ano, o índice ainda cai 0,15%, e em 12 meses a retração chega a 5,10%.
O que esse movimento mostra
Na prática, o comportamento indica um mercado hospitalar ainda em acomodação, mesmo após a entrada em vigor dos reajustes anuais autorizados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O cenário é diferente do varejo farmacêutico e sugere que negociações de longo prazo, gestão de compras orientada por dados e maior eficiência operacional seguem influenciando os custos das instituições.
“O resultado de maio reforça que o mercado hospitalar continua operando sob uma dinâmica distinta daquela observada no varejo farmacêutico. Embora tenhamos registrado a segunda alta mensal consecutiva, os preços dos medicamentos negociados entre hospitais e fornecedores ainda acumulam queda no ano e nos últimos 12 meses. Isso demonstra que fatores como negociações de longo prazo, gestão de compras orientada por dados e maior eficiência operacional seguem contribuindo para um ambiente de maior estabilidade nos custos hospitalares”, afirma Herbert Cepêra, diretor de Estratégia e Inteligência de Mercado da Bionexo Tasy.
Já Bruno Oliva, economista e pesquisador da Fipe, destaca que a elevação de maio foi modesta e não mudou a leitura geral do índice: “A alta de 0,12% em maio reforça uma leitura de avanço modesto dos preços de medicamentos para hospitais, sobretudo quando observada em conjunto com o resultado de abril e com o histórico do próprio mês na série do índice. Mesmo após a entrada em vigor dos reajustes autorizados pela CMED, o índice segue acumulando queda no ano e nos últimos 12 meses, indicando um cenário de acomodação dos preços negociados entre hospitais e fornecedores”.
Quais remédios subiram mais
Entre os grupos terapêuticos da cesta do IPM-H, a maior alta de maio foi registrada em aparelho cardiovascular (+2,29%). Também avançaram aparelho geniturinário (+1,38%), sistema nervoso (+0,97%), sangue e órgãos hematopoiéticos (+0,93%), aparelho digestivo e metabolismo (+0,92%) e órgãos sensitivos (+0,77%).
Na outra ponta, três grupos tiveram queda: imunoterápicos, vacinas e antialérgicos (-0,75%), agentes antineoplásicos (-0,05%) e preparados hormonais (-0,04%).
No recorte de 2026, os grupos com maior alta acumulada até maio foram aparelho geniturinário (+5,22%), aparelho cardiovascular (+3,21%), sistema nervoso (+2,69%) e aparelho respiratório (+1,15%). Já as maiores quedas vieram de sistema musculoesquelético (-2,04%) e preparados hormonais (-1,59%).
Como referência, o IPCA subiu 0,58% em maio, o grupo Saúde e Cuidados Pessoais avançou 0,90%, e o IGP-M teve variação de 0,84% no mês. No mesmo período, a taxa média de câmbio recuou 0,98%, segundo o Banco Central.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



