Infecção urinária: sinais, riscos e como se prevenir

A doença pode atingir 60% das mulheres ao longo da vida; ardência, urgência para urinar e dor lombar pedem atenção

A infecção urinária está entre os problemas de saúde mais frequentes na vida das mulheres: cerca de 60% terão pelo menos um episódio ao longo da vida, segundo dados citados pela Fiocruz. Em muitos casos, o quadro começa de forma simples, mas alguns sinais pedem atenção porque podem indicar que a infecção chegou aos rins.

Por que as mulheres são mais vulneráveis?

De acordo com a nefrologista Ana Luiza Maldonado, a anatomia feminina favorece a entrada de bactérias no sistema urinário. A uretra é mais curta e fica próxima à vagina e ao ânus, o que facilita a migração de microrganismos do intestino para a região urinária.

Entre os hábitos que podem aumentar o risco estão beber pouca água, segurar a urina por muito tempo e manter práticas inadequadas de higiene. A atividade sexual também pode estar associada à recorrência, especialmente em mulheres que já têm predisposição.

Sintomas que merecem atenção

Os sinais mais comuns incluem ardência ou dor ao urinar, aumento da frequência de idas ao banheiro, urgência para fazer xixi e desconforto na parte inferior do abdômen. A urina também pode ficar turva ou com aspecto diferente do habitual.

Já febre, calafrios, sangue na urina e dor forte na região lombar são sinais de alerta. Segundo a médica, eles podem indicar pielonefrite, quando a infecção sobe para os rins, aumentando o risco de complicações.

Automedicação pode piorar o quadro

Suspeitou de infecção urinária? O ideal é procurar um profissional de saúde para definir se há necessidade de exames e antibiótico. A orientação é importante porque tomar remédios por conta própria ou abandonar o tratamento antes do prazo pode favorecer a resistência das bactérias.

Como reforça Ana Luiza Maldonado, mesmo quando os sintomas melhoram, é preciso seguir a orientação médica até o fim. A interrupção precoce pode tornar episódios futuros mais difíceis de tratar.

Quem precisa de acompanhamento redobrado

Gestantes, idosas e pessoas com diabetes, baixa imunidade, doenças crônicas, alterações no esvaziamento da bexiga ou uso de cateter têm maior vulnerabilidade. Na menopausa, mudanças na mucosa vaginal e na microbiota também podem elevar o risco.

Em mulheres com mais de 60 anos, a infecção urinária recorrente ocorre entre 10% e 15%, segundo dados citados pela Fiocruz. Nessa fase da vida, prostração, falta de apetite, quedas e alterações de comportamento também podem aparecer, mas esses sinais precisam ser avaliados por um profissional, já que não confirmam sozinhos o diagnóstico.

Na dúvida, vale não minimizar sintomas urinários. Quanto antes a avaliação acontece, maiores as chances de tratar o problema corretamente e evitar complicações.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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