Dia Mundial do Vitiligo destaca acolhimento e combate a mitos
Sociedade Brasileira de Dermatologia reforça diagnóstico precoce e cuidados para pacientes
O Dia Mundial do Vitiligo, comemorado em 25 de junho, chama atenção para a importância da informação correta e do acolhimento às pessoas que convivem com essa condição. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) destaca que o vitiligo não é contagioso e não oferece risco à saúde física, mas ainda é alvo de muitos mitos que geram preconceito e sofrimento emocional.
O vitiligo tem origem autoimune e imunomediada, associada a uma predisposição genética. A doença ocorre quando o sistema imunológico ataca os melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina, pigmento que dá cor à pele. Além dos fatores genéticos, eventos emocionais e traumas na pele podem desencadear o aparecimento das lesões em pessoas predispostas.
Sinais, diagnóstico e impacto emocional
As manchas brancas são o principal sinal clínico do vitiligo e, na maioria dos casos, não causam sintomas físicos relevantes, embora alguns pacientes possam apresentar leve coceira no início das lesões. O diagnóstico é realizado por avaliação clínica do dermatologista e pode ser complementado pelo exame com lâmpada de Wood, que facilita a identificação das áreas afetadas. Em casos específicos, a biópsia da pele pode ser indicada para diagnóstico diferencial.
O coordenador do Departamento de Medicina Interna da SBD, Dr. João Renato Gontijo, ressalta que o aspecto emocional é importante durante toda a jornada do paciente. As alterações na aparência e o preconceito social podem afetar a autoestima e a qualidade de vida, tornando essencial o acompanhamento dermatológico e multidisciplinar.
Tratamento e cuidados diários
Embora não exista cura definitiva para o vitiligo, os avanços terapêuticos têm proporcionado resultados cada vez melhores. A fototerapia com ultravioleta B é uma das principais opções, atuando na modulação da resposta imunológica e estimulando a repigmentação da pele. O tratamento pode incluir também medicamentos tópicos, terapias sistêmicas e imunomoduladores, sempre adaptados às necessidades de cada paciente.
O diagnóstico precoce e o início oportuno do tratamento aumentam as chances de controle da doença e recuperação da pigmentação. Novas terapias estão em desenvolvimento e podem ampliar as opções disponíveis nos próximos anos.
Além do tratamento, cuidados diários são fundamentais para evitar o surgimento de novas lesões. Traumas repetitivos na pele podem favorecer o aparecimento de manchas em áreas saudáveis, fenômeno conhecido como Koebner. Por isso, é recomendado evitar a retirada das cutículas, ter cautela com procedimentos estéticos e evitar técnicas como depilação a laser, uso de clareadores à base de hidroquinona e peelings agressivos, que podem agravar o quadro.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta que pessoas com suspeita de vitiligo procurem avaliação com dermatologista para diagnóstico e orientação adequados. Informação correta, diagnóstico precoce e acolhimento são essenciais para o cuidado com o vitiligo.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



