Desvio de septo: sintomas, causas e quando tratar

Condição pode afetar a respiração, o sono e a qualidade de vida; avaliação com otorrino ajuda a definir o tratamento.

Cerca de 20% da população brasileira pode ter desvio de septo, de acordo com a Academia Brasileira de Rinologia. Embora muita gente só perceba o problema quando a respiração começa a incomodar, a condição pode afetar o sono, provocar ronco e reduzir a qualidade de vida.

O que é o desvio de septo

O septo nasal é a parede que divide o nariz em duas partes. Quando essa estrutura fica deslocada ou torta, em vez de centralizada e reta, ocorre o desvio de septo. A alteração pode existir desde o nascimento ou surgir ao longo da infância, durante o desenvolvimento dos ossos da face.

Traumas no nariz, quedas, acidentes, má formação na gestação, envelhecimento natural do corpo e lesões durante o parto também estão entre as possíveis causas, segundo o material da Academia Brasileira de Rinologia.

Principais sintomas para observar

Nem todo desvio causa sintomas, mas quando eles aparecem costumam chamar atenção pela persistência. Os sinais mais citados são:

• obstrução nasal;
• dificuldade para respirar pelo nariz;
• ronco;
• dor de cabeça;
• congestão nasal;
• sangramento nasal;
• secreção constante.

A entidade também alerta para sono leve ou de má qualidade, cansaço diário, irritabilidade e falta de energia. Em muitos casos, a queixa fica mais evidente durante atividades físicas ou situações de esforço, quando a passagem de ar parece ainda mais limitada.

Quando procurar avaliação médica

O recomendado é buscar um otorrinolaringologista. Esse profissional avalia a estrutura interna do nariz e pode solicitar exames de imagem para confirmar o grau do desvio. O histórico de saúde também ajuda no diagnóstico, especialmente quando há relatos de pancadas ou traumas anteriores no nariz.

Além do desvio de septo, rinite, pólipos e cornetos nasais aumentados podem causar sensação de nariz entupido, por isso a avaliação médica é importante para diferenciar as causas.

Tratamento e cirurgia

O tratamento depende do grau do desvio e do impacto dos sintomas. Em alguns casos, o médico pode indicar medicamentos. Em outros, pode haver encaminhamento para cirurgia de correção do septo nasal, chamada septoplastia.

Segundo o estudo citado no material, publicado em 2022, houve 24.459 internações para septoplastias entre 2014 e 2019 no Brasil, com um óbito notificado no período analisado. O estudo também afirma que a septoplastia tem característica conservadora e pode ser um procedimento seguro para diversas faixas etárias.

Após a cirurgia, a recuperação varia de paciente para paciente. Secreções nasais com traços de sangue podem aparecer nas primeiras semanas, e os sintomas tendem a diminuir ao longo do mês, conforme o inchaço reduz. Na prática, isso pode significar mais conforto para dormir e até mais disposição no dia a dia.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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