Treino em casa cresce no frio e soma 1,9 mi de buscas

Levantamento da Maximum Boxing aponta alta no interesse por calistenia, pilates, muay thai e treinos curtos de 15 a 30 minutos.

Com a queda das temperaturas, muita gente troca a academia pela sala de casa — e o Google mostra isso em números. Segundo um levantamento da Maximum Boxing, os brasileiros fizeram 1,9 milhão de buscas por treinos em casa nos últimos 12 meses, num cenário em que a frequência nas academias pode cair até 20% no inverno, de acordo com a ACAD.

O que mais chama atenção no treino doméstico

O estudo mostra que o interesse vai muito além de “fazer exercício em casa”. Entre as modalidades mais pesquisadas, calistenia lidera o ranking, com 721 mil buscas e alta de 49% em relação ao período anterior. Na sequência aparece o pilates em casa, com 644 mil buscas e crescimento de 22%.

Também ganham espaço práticas como HIIT (94 mil buscas), musculação (238 mil), yoga (38 mil) e zumba (45 mil). O levantamento indica um perfil de busca bem diverso: de treinos curtos e intensos até opções focadas em mobilidade, respiração e fortalecimento do core.

Treinos rápidos e sem equipamentos

Outro dado que ajuda a entender essa tendência é o avanço da procura por treinos de 15 a 30 minutos, que cresceu 23%. Na prática, isso mostra uma rotina em que tempo, praticidade e constância pesam cada vez mais na escolha da atividade física.

As buscas por modalidades que usam o peso do próprio corpo também seguem em alta. Sozinhas, calistenia, ginástica em casa e HIIT somam 914 mil pesquisas, o equivalente a 46,1% do total mapeado no ranking do estudo.

Por que as pessoas querem treinar em casa?

Quando o objetivo entra na conta, o principal termo buscado é emagrecer, com 374 mil pesquisas. Depois aparecem secar o abdômen (146 mil) e fortalecer as costas (143 mil), sinais de que o treino em casa mistura meta estética e preocupação com dores e desconfortos da rotina sedentária.

Há também uma busca mais segmentada por grupos musculares: ganhar volume em pernas e glúteos, trabalhar quadríceps, fortalecer membros superiores e ganhar massa muscular aparecem entre os termos monitorados. Segundo William Ferraz, coordenador da Maximum Boxing, o treino doméstico “deixou de ser apenas uma alternativa de conveniência” e passou a carregar objetivos definidos.

Os acessórios mais buscados

A pesquisa aponta ainda que montar uma academia em casa está ficando mais estruturado. O halter lidera entre os acessórios mais buscados, com 32 mil pesquisas. Logo depois vêm o elástico, com alta de 123%, o tatame, o tapete de exercícios e o step.

Completam a lista itens como barra fixa e saco de pancada, reforçando uma tendência clara: em vez de equipamentos grandes, o brasileiro está procurando soluções simples, versáteis e adaptáveis ao espaço de casa.

No fim, o recado é prático: treinar em casa já virou parte da rotina de quem quer manter o corpo em movimento sem depender da academia — especialmente quando o frio bate à porta.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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