Demitida grávida, ela criou escola de música lucrativa

Cintya Soares transformou a crise de 2015 em um negócio com cerca de 35 alunos, lucro líquido de R$ 25 mil por mês e mentoria para professores.

Ser demitida durante a gravidez mudou completamente a forma como Cintya Soares enxergava o próprio trabalho. O que antes era uma atividade complementar virou a base da renda da família — e, mais tarde, um negócio estruturado, com cerca de 35 alunos, lucro líquido de R$ 25 mil por mês e uma rotina de menos de quatro horas de trabalho por dia.

A história da musicista e fonoaudióloga, que hoje também atua como mentora, chama atenção por ir na contramão da ideia de que, para ganhar bem ensinando música, é preciso lotar a agenda. No caso dela, a virada aconteceu quando a crise exigiu uma mudança de mentalidade: em vez de cobrar pouco e tentar compensar no volume, Cintya passou a rever posicionamento, precificação e a forma de comunicar o valor das aulas.

Da crise ao reposicionamento

Em 2015, Cintya perdeu o emprego durante a gravidez. Na mesma época, o marido também ficou sem trabalho. Com uma filha a caminho e as contas da casa para pagar, ela precisou olhar para a escola de música que já mantinha há anos como algo maior do que um complemento de renda.

Segundo ela, foi nesse momento que entendeu que não dava para “brincar de empreender”. A saída foi estruturar a escola em Piracicaba, no interior de São Paulo, com uma proposta mais coerente com o valor do serviço que oferecia.

Menos alunos, mais valor

Antes disso, Cintya já acumulava experiência: começou a dar aulas aos 15 anos e passou por escolas regulares, conservatórios, projetos sociais e atendimentos particulares. Ainda assim, diz que demorou anos para perceber o quanto a própria formação e experiência podiam sustentar um modelo de negócio mais rentável.

O ponto central da mudança, segundo ela, foi entender que não vendia apenas uma aula de piano ou de música. Vendia transformação, aprendizado e experiência. Ao comunicar melhor esse valor, o preço deixou de ser o único critério.

Ela defende que muitos professores acabam presos a uma lógica de volume, com agendas cheias e retorno abaixo do esperado. Para Cintya, o problema não está no número de alunos, mas na forma como o negócio é pensado.

De escola a mentoria

Em 2023, após a morte do pai, Cintya decidiu vender a carteira de alunos para se dedicar integralmente à mentoria de professores e donos de escolas de música. O caminho para essa nova fase começou nas redes sociais, quando outros profissionais passaram a procurá-la para entender como ela organizava a escola e trabalhava com menos desgaste.

Hoje, ela afirma que seus mentorados somam mais de R$ 20 milhões em faturamento. Entre os casos acompanhados, há escolas que passaram a faturar acima de R$ 500 mil por ano depois de rever posicionamento, precificação e comunicação.

A trajetória de Cintya evidencia uma lacuna comum na formação de muitos músicos: saber ensinar e tocar não significa, automaticamente, saber empreender. E foi justamente ao unir sala de aula, gestão e estratégia que ela transformou a própria história.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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