Músculo forte pode ajudar na recuperação hospitalar
Estudos apontam que mais massa muscular está ligada a menor risco de complicações e recuperação mais rápida em internações prolongadas.
Perder massa muscular durante uma internação hospitalar pode impactar muito mais do que a estética: afeta diretamente a recuperação, a força e até a sobrevivência do paciente. Em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), essa perda pode ser acelerada e começar já nas primeiras 24 horas de imobilidade.
O que revelam os estudos
Uma pesquisa publicada em 2025 na revista Critical Care, realizada por cientistas da Universidade e dos Hospitais Universitários de Genebra, na Suíça, mostrou que pacientes com menor massa muscular ao serem admitidos em UTIs têm maior risco de mortalidade e recuperação mais lenta.
Outra revisão, conduzida por pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências Médicas e do Hospital do Colégio Médico de Pequim, indicou que pacientes com menos massa muscular apresentam maior risco de mortalidade hospitalar, maior tempo de ventilação mecânica e recuperação funcional mais demorada após a alta.
Por que a massa muscular é tão importante
Esse fenômeno, conhecido como sarcopenia aguda, pode levar a uma perda de até 2% da massa muscular por dia na fase aguda da internação. A musculatura funciona como uma reserva biológica essencial em momentos de estresse físico intenso, como infecções graves, cirurgias ou traumas.
Durante esses períodos, o organismo entra em estado hipercatabólico e utiliza proteínas musculares para manter funções vitais e sustentar o sistema imunológico. Lucas Florêncio, treinador da Smart Fit, explica que “o corpo passa a usar o músculo como fonte de aminoácidos para manter órgãos vitais funcionando e combater a doença. Quem entra na internação com mais massa muscular consegue sustentar esse processo por mais tempo”.
Ele acrescenta que pacientes com pouca reserva muscular esgotam essa capacidade rapidamente, aumentando o risco de complicações e dificultando a recuperação.
Treinamento de força como estratégia preventiva
Além do impacto durante a internação, a perda muscular afeta funções básicas do organismo, como a força para movimentos simples e a capacidade respiratória, já que o diafragma também sofre atrofia em períodos prolongados de imobilidade.
Idosos e sedentários são os grupos mais vulneráveis, pois a perda natural de massa muscular começa a partir dos 30 anos. Sem estímulo muscular regular, a tendência é chegar a uma hospitalização com reservas reduzidas.
A Organização Mundial da Saúde recomenda que adultos realizem exercícios de fortalecimento muscular pelo menos duas vezes por semana, focando grandes grupos musculares. Sessões curtas, de 20 a 30 minutos, podem gerar ganhos significativos de força e funcionalidade quando feitas com regularidade.
Florêncio destaca que “a musculação cria uma espécie de poupança biológica. A pessoa constrói um estoque maior de massa muscular ao longo da vida e consegue enfrentar melhor períodos de doença, imobilidade ou envelhecimento”.
Além disso, a musculatura desempenha papel importante no metabolismo e na resposta inflamatória, ajudando no controle da glicose e na sensibilidade à insulina, além de liberar substâncias associadas à regulação inflamatória e à saúde cardiovascular.
Em resumo, fortalecer o corpo hoje pode fazer toda a diferença quando ele mais precisar amanhã.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



