Incontinência urinária afeta milhões e ainda é tabu

Semana Mundial da Continência destaca sintomas, impactos emocionais e importância do diagnóstico

A incontinência urinária é uma condição que afeta cerca de 12 milhões de brasileiros, mas ainda é pouco discutida devido a tabus e desinformação. Essa condição pode causar insegurança, isolamento social e queda da autoestima, impactando significativamente a qualidade de vida dos que convivem com ela.

Em alusão à Semana Mundial da Continência, celebrada entre 15 e 21 de junho, a Essity, líder global em higiene e saúde, destaca a importância de ampliar o diálogo sobre o tema, incentivando o reconhecimento dos sintomas e a busca por avaliação médica adequada.

Incontinência não é consequência inevitável da idade

Definida como a perda involuntária de urina, a incontinência urinária não deve ser encarada como uma consequência natural do envelhecimento. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a condição afeta 45% das mulheres e 15% dos homens com mais de 40 anos.

Maria Alice Lelis, doutora em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e enfermeira consultora da marca TENA, da Essity, explica que a incontinência pode ocorrer em diferentes fases da vida e não é normal. Ela destaca que, além dos sintomas físicos, a condição traz impactos emocionais e sociais, como insegurança e isolamento.

Sinais que indicam a necessidade de atenção

Perdas de urina ao tossir, rir, espirrar, durante atividades físicas ou a dificuldade de chegar ao banheiro a tempo são sinais que merecem avaliação profissional. Embora a incontinência seja mais frequente em fases como envelhecimento, gravidez e pós-parto, não deve ser normalizada.

Tratamentos disponíveis e importância da informação

Entre as opções de tratamento estão os exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico, conhecidos como exercícios de Kegel, medicamentos e procedimentos cirúrgicos, sempre indicados após avaliação médica criteriosa.

Enquanto o tratamento não surte efeito, produtos específicos como absorventes, roupas íntimas e fraldas com alta absorção e controle de odor podem ser utilizados para melhorar o conforto e a qualidade de vida.

Falar abertamente sobre a incontinência urinária é fundamental para quebrar estigmas, incentivar o diagnóstico precoce e garantir que mais pessoas tenham acesso a cuidados adequados.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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