Doação de sangue: mitos e verdades que salvam vidas
No Junho Vermelho, entenda por que sangue e medula óssea são essenciais para pacientes com leucemia e o que realmente impede a doação.
Doar sangue é um gesto simples que pode fazer diferença direta na vida de pacientes com leucemia. No Junho Vermelho, a campanha chama atenção para a baixa adesão no Brasil: apenas 1,6% da população doou sangue em 2024, segundo dados oficiais. Ao mesmo tempo, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 12.220 novos casos de leucemia por ano entre 2026 e 2028.
Para quem está em tratamento, as transfusões são parte importante do cuidado. Elas ajudam a enfrentar a anemia, o cansaço intenso e o risco de sangramentos, especialmente quando há queda nas plaquetas. Por isso, a informação correta faz diferença: ainda existem muitos mitos cercando a doação de sangue e de medula óssea.
O que é mito e o que é verdade
Algumas dúvidas são comuns, e entender o processo ajuda a reduzir o medo de doar. Veja os principais pontos:
Doar sangue dói muito? Não. O processo da doação de sangue total é simples, rápido e com dor mínima. O corpo se recupera em poucas horas, sem alteração ou dependência.
Toda doação ajuda do mesmo jeito? Não. Existe a doação específica de plaquetas, feita por aférese, que pode ser especialmente importante para pacientes com leucemia, pois ajuda a prevenir sangramentos graves.
Qualquer pessoa pode doar? Não exatamente. É preciso cumprir critérios como ter entre 16 e 69 anos, pesar ao menos 50 kg, estar em boas condições de saúde, bem alimentado, ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas e apresentar documento oficial com foto. Menores de 18 anos precisam de autorização do responsável legal, e pessoas entre 60 e 69 anos só podem doar se já tiverem doado antes dos 60.
Quem tem tatuagem não pode doar? Pode, desde que a tatuagem tenha sido feita há pelo menos seis meses. Se não for possível avaliar a segurança do procedimento, o prazo pode ser de 12 meses.
E a doação de medula óssea?
Quando o transplante é a chance de cura, encontrar um doador compatível é um desafio. Apenas 25% a 30% dos pacientes encontram um doador 100% compatível na família. Para ampliar essa rede de esperança, o primeiro passo é o cadastro no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), que já reúne mais de 6 milhões de pessoas.
Outro mito comum é achar que a doação de medula óssea envolve a coluna espinhal. Isso é falso. Na maioria dos casos, as células-tronco são coletadas do sangue; em outros, podem ser retiradas do osso da bacia com anestesia. O cadastro, porém, não obriga ninguém a doar: se houver compatibilidade, a pessoa é chamada, passa por novos exames e decide se quer seguir.
Para quem quer ajudar, a orientação é procurar o hemocentro ou serviço de coleta mais próximo e consultar as regras oficiais do Ministério da Saúde, do INCA e do REDOME.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



