Dia da Gastronomia Sustentável: comer bem faz bem

Nutricionista explica como escolhas do dia a dia podem unir saúde, sabor e menor impacto ambiental no prato.

No Dia da Gastronomia Sustentável, comemorado em 18 de junho, a reflexão sobre a alimentação vai além do sabor e da saúde, alcançando também o impacto ambiental. Para o nutricionista funcional integrativo e esportivo Luís Guilhermo, do Instituto Nutrindo Ideais, as escolhas alimentares do cotidiano podem beneficiar simultaneamente o corpo e o planeta.

Alimentação sustentável: saúde e meio ambiente em sintonia

De acordo com Luís Guilhermo, a alimentação sustentável consiste em consumir alimentos que respeitam tanto o organismo quanto o meio ambiente. Ele destaca que esses conceitos não são opostos, mas sim complementares. Alimentos minimamente processados, sazonais e de origem local apresentam menor pegada ambiental e maior densidade nutricional.

O especialista explica que uma dieta baseada em alimentos reais, vegetais, leguminosas, proteínas de qualidade e gorduras saudáveis contribui para reduzir a inflamação sistêmica, equilibrar o microbioma intestinal e prevenir doenças crônicas. Assim, a sustentabilidade começa no prato e se reflete em benefícios para a saúde ao longo do tempo.

Substituições práticas para reduzir o impacto ambiental

Luís Guilhermo aponta que os alimentos com maior impacto ambiental geralmente são os menos nutritivos, como ultraprocessados industriais, produtos com embalagens descartáveis e alimentos fora de época. Ele sugere substituições que não comprometem a nutrição, mas que exigem orientação e estratégia.

Entre as trocas recomendadas estão:

  • Substituir carnes processadas por ovos caipiras, peixes de pesca sustentável e leguminosas como lentilha e grão-de-bico;
  • Priorizar vegetais da estação, que demandam menos energia para cultivo e possuem maior densidade de micronutrientes;
  • Reduzir o consumo de ultraprocessados, eliminando embalagens, aditivos químicos e ingredientes de baixo valor nutricional.

O nutricionista ressalta que não se trata de buscar a perfeição, mas de adotar uma direção consciente. Pequenas mudanças consistentes podem gerar impactos cumulativos significativos para a saúde e o meio ambiente.

Como montar um prato nutritivo e sustentável

Para facilitar a adoção de uma alimentação sustentável, Luís Guilhermo propõe uma fórmula simples para montar o prato diário: metade do prato deve ser composta por vegetais sazonais e ricos em nutrientes; um quarto por proteínas de alta qualidade, priorizando ovos, peixes, leguminosas ou carnes brancas; e o último quarto por carboidratos integrais ou tubérculos.

Além disso, a inclusão de gorduras saudáveis, como azeite extravirgem ou abacate, complementa o perfil nutricional e aumenta a saciedade. A variedade de cores no prato é importante, pois cada pigmento vegetal representa fitoquímicos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias distintas.

Variar as fontes proteicas ao longo da semana é uma estratégia que alia benefícios nutricionais e ambientais. Para o especialista, “comer bem não precisa ser complicado. Precisa ser consciente.”

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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