Câncer de rim pode crescer 80% no Brasil até 2050

Data de conscientização chama atenção para fatores de risco, sintomas silenciosos e cuidados que ajudam a proteger a saúde renal.

O câncer de rim voltou ao centro da atenção com o Dia Mundial de Conscientização da doença, celebrado amanhã. A data chama atenção para um ponto essencial: muitos casos podem evoluir sem sintomas no início, o que dificulta o diagnóstico precoce e reforça a importância dos exames de rotina.

O alerta é ainda maior diante das projeções da Organização Mundial da Saúde. Segundo estimativas da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC/OMS), a incidência global da doença pode crescer cerca de 63% até 2050. No Brasil, a previsão é de um aumento de quase 80% no número de diagnósticos nas próximas décadas.

Fatores de risco e sinais de alerta

De acordo com o urologista e professor da Afya Montes Claros, Dr. Sérgio Rametta, o tabagismo é o principal fator de risco para o câncer renal. A doença também pode estar ligada a fatores genéticos, obesidade, sedentarismo, dieta rica em gordura e doença renal crônica com necessidade de hemodiálise. Ele destaca ainda que o câncer de rim ocorre com mais frequência em homens do que em mulheres.

Como o rim fica localizado na parte posterior do abdômen, protegido pelas costelas e pela musculatura das costas, o tumor pode demorar a dar sinais. Quando os sintomas aparecem, muitas vezes a doença já está mais avançada.

Entre os principais sinais mencionados estão sangue na urina, dor abdominal e, em fases mais severas, uma massa palpável no abdômen.

Por que a prevenção importa

No Brasil, entre 2021 e 2024, o câncer de rim foi responsável por 12.414 mortes, sendo 7.900 homens e 4.514 mulheres, segundo o Painel de Monitoramento da Mortalidade do Ministério da Saúde. Embora represente cerca de 3% dos tumores malignos do sistema urinário, a doença preocupa pelo crescimento consistente e pelo risco de ser descoberta tarde demais.

O tema se conecta também ao Dia Mundial do Rim, celebrado em 12 de março, que neste ano trouxe o lema “Exame de urina e creatinina para todos”. A nefrologista e professora da Afya São João Del Rei, Dra. Ana Flávia Vieira Ferreira, lembra que doenças renais crônicas costumam evoluir de forma silenciosa no começo.

Por isso, manter consultas regulares e fazer exames de rotina pode fazer diferença. Entre os cuidados citados estão beber líquidos em quantidade adequada, manter alimentação equilibrada, praticar atividade física, controlar o peso e evitar o uso frequente de medicamentos nefrotóxicos, como ibuprofeno, naproxeno e diclofenaco.

Em um cenário de aumento projetado dos casos, informação e prevenção seguem como as melhores aliadas da saúde renal.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 69 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar